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Pequenos contos

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1 Pequenos contos em Qui Fev 24, 2011 12:27 am

Makie Otono

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Fucionario de Hogwarts
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Conto 1 - Velhas Lembranças

musica tema


Spoiler:

Numa noite fria em Manhattan, toda a diversão que um homem de meia idade com pouco dinheiro pode conseguir e tomar um trago de alguma coisa quente em um dos pubs espalhados pela cidade, uma vida noturna agitada de baladas, bebedeiras e aventuras sexuais não é mais para mim, acordo cedo para trabalhar, como boa parte da população de classe média baixa desta cidade.

Caminho por entre a noite fria, me esgueirando sob um céu sem estrelas, e bueiros que exalam seu fétido vapor por entre as ruas, envenenando o ar, e viciando a juventude com idéia deturpada de liberdade e diversão. Meu caminho é longo, desde a saída do metro ate um pub onde vão outras pessoas solitárias como eu a procura de um pouco de conforto nua noite fria, talvez se não fosse esta cidade, estas palavras não teriam o mesmo glamour de outrora, mas deixe estar, e continuemos a caminhada pelas ruas sombrias.

Meu cigarro já estava na metade quando a luz do pequeno letreiro vibrava sobre a calçada, demarcando a entrada, não era de se estranhar alguma motos paradas ali na frente e alguns carros, bons carros, clássicos, novos, alguns empoeirados, sujos ou caindo aos pedaços, paro por um instante e então dou a ultima tragada de meu cigarro enquanto uma ratazana atravessa o meu caminho pela rua e emboscado por olhos famintos encobertos pela escuridão do beco, “era uma vez um rato” pensei com um sorriso maquiavélico nos lábios, enquanto expelia a fumaça e então arremessava com um peteleco a binga para longe. Com a mão coberta por minha velha luva de couro ” ah meus grandes tempos”, pensei assim que a olhei(de fato sempre penso nisso quando a vejo), tão logo afastei tais pensamentos de minha mente quando então alcancei a maçaneta e a girei, fazendo o barulho e o calor escaparem por suas frestas, e crescerem a medida que a porta era aberta, dei alguns passos e atravessei aquela porta fechando novamente aquele mundo frio.

As mesas de sinuca estavam cheias em seu canto, as mesas quase que todas ocupadas, a noite era boa, apesar de ainda ser uma quarta-feira, me dirigi ate o balcão onde um marmanjo que deveria ser o dobro de mim de puro músculo e uma tatuagem que parecia ser uma mulher semi nua, enrolada em seu corpo uma serpente gigante que parecia devorá-la d e maneira obscena, preferi não mais olhar para a tatuagem, e então buscar uma bebida, o homem se chamava Larry ( nome um pouco delicado para um godzila, mas, não quero saber da historia deste rapaz), com os olhos meio marejados pela fumaça que o lugar emanava, tão espessa quando uma névoa que aparece no amanhecer de outono no central park. Ao fundo uma banda cantava uma versão em blues de alguma musica famosa, enquanto para minha decepção e meus trinta dólares pedi um trago do whisky mais vagabundo da casa, e la estava eu, debruçado sobre o balcão com meu copo na mão enquanto ouvia atentamente aquela canção, me fez lembrar da época que eu era mais jovem, onde me sentia imortal, eu era imortal, a chegada da noite para mim era sinônimo de uma longa noite de caça ao sexo oposto, regado a bebidas e drogas (claro se estivesse a fim, e de quem fosse a garota que eu estava afim, a turma sempre usava de onda) eu me lembro ate hoje, aquela mulher com os cabelos tão negros quando a noite, olhos tão penetrantes que hipnotizavam, a boca tão carnuda quando uma fruta madura, o perfume tão envolvente quanto uma fêmea no cio atraindo o macho mais forte do bando para garantir os melhores e mais fortes filhotes, La estava ela, o corpo tão escultural quanto aquelas estatuas de mulheres antigas que vemos nos museus, o cabelo tão liso e tão fluido quanto a água corrente, seu piercing na lingua era um atrativo amais, só dela passar, eu sentia meu corpo queimar dentro de minhas calças,
July era o nome dela, e só de lembrar, sinto o meu corpo se aquecer novamente, mas nossas vidas tomaram rumos diferentes, ela era uma devassa que estava a caça de um marido rico, ah, e como ela me fazia querer devora-la, vestindo aquela blusa de couro negro com um belo decote deixando amostra seus maiores atributos, uma calça tão justa que podíamos adivinhar que usava calcinha fio dental (isso se estava de fato usando alguma), e um sobretudo que lhe espantava o frio, em suas mãos, luvas tão delicadas e caras quanto uma dondoca poderia comprar numa destas lojas caras por ai.

Não tinha como negar, apenas a lembrança era o suficiente para me manter quente aquela noite, talvez o whisky tivesse ajudado, olhei então para a cara do vendedor e virei o ultimo gole de uma vez, sem fazer cara feia, paguei com os meus trinta dólares a bebida e peguei o troco, jogando de volta para o meu casaco. Sai do balcão em direção a porta, novamente a abri e me deparei com a fria e solitária noite, fechei a porta com as lembranças de um passado distante e caminhei de volta ate a estação do metro, minha passagem estava guardada no bolso a espera do meu retorno a meu apartamento vazio no subúrbio.
Desci as escadas e então passei a catraca ate a plataforma de embarque, lá, o tempo demorou a passar, e então voltei a imaginar July quando ela havia se sentado ao meu lado no bar, na terceira vez que a encontrei por acaso, havia descoberto o seu nome, ela então passou a mão pela parte interna de minha coxa até a minha virilha, quando então senti que naquela noite ela seria minha, a coloquei dentro de meu carro aos beijos, e então quando dei a partida em direção a meu apartamento, ela desabotoou a minha calça e me fez uma feliz surpresa naquela noite, ah, aquela mulher era fantástica, talvez não haja outra igual a ela, meu devaneio logo foi interrompido pela buzina do metro que anunciava a sua aproximação, vazio por conta da noite, eu entrei e escolhi um lugar para me sentar longe de um casal de jovens que se agarravam dentro do vagão, olhando para aqueles dois, me lembrei do momento que, com July em meu colo de frente par Amim, nos beijávamos loucamente, ela com as pernas enganchadas em minha cintura, e minha mãos em suas nadegas , apertando firmemente enquanto a escorava na porta de meu apartamento a procura das chaves, e magicamente a abri, empurrando com o pé para fechá-la quando consegui entrar, o estrondo só a fez gemer, enquanto rapidamente a jogava encima de minha cama, e a consumia ali, até que o alerta me acordava novamente de minhas lembranças e então era hora de descer na estação e caminhar até o meu velho apartamento, e dormir com as lembranças de July enquanto olho sua imagem envelhecida numa capa de revista, ao lado de um milionário qualquer, lembrando de seus gemidos ensandecidos daquela noite.

some feelings of loneliness and emptiness, inspires us in a night, and now you realize that paper, pen and music are enough to survive one day more

but for how long?



Última edição por Makie Otono em Sex Jun 03, 2011 8:26 pm, editado 2 vez(es)

2 Re: Pequenos contos em Qui Fev 24, 2011 12:12 pm

Makie Otono

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conto 2- Drawing Room

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Spoiler:

Três meses, três longos meses que permaneço aqui neste apartamento, olhando para o horizonte em busca de inspiração, e tudo que eu encontro é a saudade, de um tempo que não vai regressar mais.

Hoje as paredes são coloridas, com registros felizes de nosso amor, mas tudo que me sobrou de você é apenas isso, a lembrança e as fotos. A dor me fez jogar suas coisas fora. Nossas fotos, rasgadas, refletem momentos felizes de memórias que com muito custo foram suprimidas pela dor.

Naquela época eu podia desenhar, pintava nosso amor e as cores que nos rodeavam, hoje, mesmo esta sala colorida com pouquíssimos moveis e vários cavaletes, me parece uma imensa tela branca.

Sua partida foi algo muito doloroso, até hoje me lembro quando você me agarrou pela camisa e me arremeçou para a calçada enquanto, heroicamente seu corpo recebia o impacto de um carro de maneira violenta, meus olhos captaram cada fração de segundo como uma câmera estroboscópica, os segundos me pareciam minutos,. Meus corpo pesava o dobro, e com isso não consegui te salvar do momento em que o carro lhe atingiu as pernas, estraçalhando os ossos, o impacto lhe tirava do chão, fazendo seu corpo rodopiar como uma boneca de pano jogada para o ar, e então mais e mais o carro atingia uma grande velocidade escapando da cena do crime, enquanto minhas lagrimas já corriam por meu rosto ao ver seu corpo cair de maneira estranha sobre o asfalto, o impacto teve um barulho, que ate hoje me deixa arrepiada de lembrar. Então seu corpo ali, estirado no chão, a espera de socorro, gemendo de dor, enquanto o sangue fugia por suas feridas, seu corpo cada vez mais frio, frio como esta manhã de outono, rastejei até você, em prantos e você apenas me sussurrava que estava bem, que me amava, que esta era sua maior prova de seu amor....eu não queria provas, eu já sabia desde o inicio, preferia você ao meu lado, em carne e osso, e não o fantasma de suas lembranças que me assombra todas as noites, pelos cantos, me chamando como o assobiar de um vento, em meus sonhos, em meu coração.

Hoje não consigo mais preencher de cor esta tela em branco, por mais que as tintas se misturem sobre o tecido, seus tons e sobreposições não me fazem sentindo. você era a minha felicidade, minha inspiração e razão.

Imortalizar

E então a idéia surge como um relance, suas cinzas ainda guardadas num pequeno pote que adorna a única estante que tínhamos, é a matéria prima de minhas tintas; aos poucos misturo cada fração as cores, vermelho, amarelo, laranja, rosa, verde, azul, as paredes outrora coloridas com nossas pinturas hoje se encontra branca como uma tela preparada para receber o dom do artista. O carvão começa a traçar os primeiros contornos de seu rosto, seu corpo, roupas e gostos, a nossa memória estaria imortalizada naquelas paredes, então lentamente, a pintura em branco e carvão começava a tomar vida, com as pinceladas rápidas e precisas, as cores vibrantes ganhavam movimento com a técnica, a pintura tomava não só as paredes dos quartos como as da sala e o teto, nossos momentos refletidos em nossa morada, até o final de cada porção da mistura preparada. Te imortalizei em meu coração e em minhas pinturas, e agora meus olhos podem vislumbrar seu sorriso todos os dias......

3 Re: Pequenos contos em Qui Fev 24, 2011 7:16 pm

Makie Otono

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conto 3- A Meretriz

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Spoiler:

“Tudo o que acontece em Las Vegas, fica em Las Vegas “... muitos desejam a fama e a fortuna de maneira rápida, mulheres fáceis e diversão promiscua, Las Vegas é a cidade do pecado. A cada esquina se encontram luzes de neon, cassinos convidativos, alguém sendo espancado no beco escuro, ao longe no deserto, mais um corpo sendo enterrado. cães latindo, carros de luxo ou caindo aos pedaços, mulheres que vendem seu corpo, homens que também se vendem, atrações de um circo de horrores, the freak show! A temporada de caça aos níqueis perdidos por algum apostador desatento e vencedor, o reino dos pecados, a ganância, a gula, a luxuria e a inveja imperam nesta cidade que nunca dorme, corpos que dançam ao ritmo frenético de uma musica eletrônica em um clube masculino, pernas entrelaçadas ao poste com fartos seios amostra, corpos coloridos e cintilantes pelas luzes noturnas cheias de efeito, o clima de erotismo e libidinagem imperam neste reino, sou apenas mais uma destas garotas que dançam na noite atrás de sustento para a minha filha, quem disse que um diploma na universidade garantiria um bom emprego?

Acordo minha pequena Emily todas as manhãs com um beijo em sua testa e um forte abraço, mais uma vez eu regressei para casa, minha mãe está dormindo em algum canto da sala com a TV ainda ligada, enquanto eu e Emily vamos até o banheiro, preparamos a água da banheira e colocamos bastante espuma, brincamos e conversamos por alguns minutos antes de nos arrumarmos para a escola, um dia desses ela me perguntou no que eu trabalhava... não tive coragem de dizer, apenas contei que trabalhava em um lugar onde os adultos iam( o que não era uma mentira, havíamos feito um pacto de nunca mentir para a outra, mas ainda não era hora dela saber que sua mãe fazia durante a noite). Para desconversar antes que mais questões aparecessem, terminamos o banho enquanto ela se vestia e eu terminava de preparar o café, a ajudei a pentear os cabelos enquanto colocava uma roupa que dizia “ sou uma mãe exemplar” porém muitos daqueles pais me olhavam torto por eu ser mãe solteira, ( não só por este motivo, mas por minha filha não saber quem é o pai, e ela não precisa saber), ela chegou a cozinha vestida mas com a roupa um pouco bagunçada, não segurei o riso, a minha menina crescia e sempre tentei acompanhar este crescimento, a ajeitei e então tomamos café, um copo de leite quentinho com alguns biscoitos que havia encontrado dentro da minha bolsa, os havia ganhado de um cliente que trabalhava numa confeitaria( o cozinheiro era o meu cliente). Tudo pronto, me despedi de minha mãe e levei minha menina para a escola, percebi olhares de desprezo sobre mim e minha filha, dei um forte abraço nela e a avisei que minha mãe iria buscá-la.

Regresso para minha casa e aproveito meu tempo livre para descansar, mas assim que abro a porta de casa uma saraivada de reclamações por parte de minha mãe, telefonemas, dividas, a vida normal me consome por demais. Pego um copo da bica da cozinha e vou para meu quarto, abro o meu armário e pego o meu tarja preta para tentar dormir, uma única dose já não é suficiente, duas não é o bastante, com quatro me satisfaço, coloco meu despertador para tocar com uma tolerância, e um outro para o caso de não conseguir ser acordada pelo primeiro( e se mesmo assim não acordar, minha mãe me acordaria aos berros). Deito de barriga para cima e fito o teto, como tempo as pálpebras começam a pesar e então logo adormeço.

sirene, ambulância policiais, e as estrelas da noite de las Vegas , meu corpo sendo levado em uma maca, dentro de um saco preto, a marca onde ele foi encontrado e a poça de sangue, acordo em desespero antes mesmo do despertador tocar, com o coração na boca me encolho e sinto as lagrimas virem até meus olhos, mas as controlo antes que manchassem meu lençol. Saio da cama e então começa a minha preparação para a noite. Minha mãe acabara de fechar a porta de casa e descer as escadas, era hora de buscar a minha princesa no colégio. A calcinha desta noite é vermelha, o soutien de renda, cinta liga e um tubinho preto por cima, meias arrastão e sapato de salto alto vermelho. Um sobretudo, pois as noites são frias, pego minha bolsa e as chaves de meu velho carro, antes escrevo bilhetinhos amorosos para aminha doce Emily e então saio de casa, dando partida no carro até o clube onde trabalho. Lá coloco minha maquiagem marcante e um perfume, deixo meu sobretudo ao lado de minha bolsa logo a casa vai abrir...

mais uma noite, mais um programa, o sonho ainda martelava em minha cabeça quando fui solicitada para um programa num hotel cassino, vesti meu sobretudo e peguei aminha bolsa, peguei um taxi até o hotel , lá encontrei meu cliente em seu quarto, o programa era simples, satisfazer seus desejos sexuais, pegar a grana dele e voltar para o clube, tudo corria bem, até aparecerem mais dois homens, dentre eles, o meu ex marido, foi então que eu percebi, aquilo não era um sonho, mais um aviso...havíamos nos separados por conta doas brigas e ate mesmo dos machucados físicos que ele me causava, olho roxo, marcas de estrangulamento, hematomas por todo o corpo...

como era de se esperar, não foi nem um pouco agradável o nosso reencontro. O primeiro “beijo” foi um murro de direita onde fez meu corpo ser projetado para traz e perder o equilíbrio, o salto alto me fez torcer meu tornozelo e meu rosto ir de encontro ao chão, enquanto ele me bicava na altura do estomago, me lembrei de minha princesinha, e de meu sonho, “ ah minha princesa, mamãe não vai poder cumprir o prometido esta noite, mas eu juro, sempre vou te guardar com o papai do céu”, até que um golpe certeiro me fez ficar desacordada....

um tempo depois, não sei quanto tempo se passou eu estava amordaçada e com o corpo amarrado, os homens que estavam com o meu ex, se aproveitaram de mim, e marcaram meu corpo sujo pela vergonha, ele apena sentado de frente para mim sorria , deliciando-se com minhas lagrimas e meu gritos abafados, vi que ele mesmo se tocava, enquanto seus subalternos se aproveitavam de meu corpo, desde o dia que comecei a vende-lo , sempre senti que ele era sujo, mas esta noite aprendi que estava errada, o trabalho era digno como qualquer outro, mas agora, meu corpo carregava essa mancha que nunca mais seria removida, o tempo corria, enquanto aquela diversão promiscua e sadista continuava, percebi que o sol já amanhecia quando eles me levaram para o banheiro e me jogaram dentro da banheira, minha cabeça bateu contra a borda e novamente desmaiei

esta noite eu sonhei com a voz de um pequeno anjo que me dizia que essa dor iria acabar, eu apenas disse amém enquanto imaginava a minha pequena princesa chorando por meu corpo desaparecido. Quanto tempo se passou eu não sei, apenas fui acordada com um banho de água fria, ainda era claro La fora, mas a seção de tortura havia retornado, desta vez podia ouvir o som de outras mulheres na sala fazendo um pequeno show particular, enquanto meu ex permanecia comigo no banheiro, desta vez éramos apenas eu e ele, naquele ritmo sem fim de dor e prazer, no fim havia perdido a conta de quantas vezes havia sido abusada.

Meu corpo castigado foi então amarrado em outra posição, embrulhado e guardado dentro de uma mala grande, descemos pelo elevador ate o estacionamento, eu podia ouvir os carros, quando então me colocaram em algum lugar, creio que um carro, e então me levaram para algum lugar, tudo o que eu podia ouvir era o som do carro tocando alguma velha balada, a conversa entre eles ate que o veiculo parou em algum lugar silencioso, a mala foi arremessada ao chão e eu senti o impacto contra a superfície dura da mala, meu corpo dolorido e minha boca abafada só me permitiam chorar em silencio, enquanto eu ouvia o barulho de terra sendo escavada, e então eu fui arremessada novamente e a terra agora me cobria, meu desespero foi tamanho, mas minha boca abafada não conseguia gritar, depois de tanto chorar e gritar em vão... eu acabei por adormecer...

Meus olhos se abriram e então eu vi a sirene policial no quarto do hotel, meus olhos fitavam o teto daquele banheiro, meus olhos cheios de lágrima fitavam com alegria, eu estava bem estava viva. Rapidamente me levantei da banheira, e procurei uma toalha, mas não havia nenhuma, de alguma forma eu estava vestida, achei aquilo um pouco estranho, mas prossegui ate o quarto, a porta estava aberta, e não havia ninguém, sai do quarto e desci ate o hall do hotel, e no caminho não havia encontrado ninguém era de se estranhar, corri o mais rápido que pude por um longo caminho, até o night club e não encontrar meu carro, subi as escadas até o meu camarim e abri a porta para um outro lugar, a minha casa, e lá vi minha filha vestida de preto, junto com minha mãe, indo para algum lugar, eu corri para seguir aquele carro até o cemitério onde então eu pude presenciar o meu velório. Não sabia se chorava, ou se ria, não sabia o que fazer, em meu peito só uma sensação de dor explodia me fazendo gritar, mas ninguém podia me ouvir…

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