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Agatha Lambert & Frederic Wise

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1 Agatha Lambert & Frederic Wise em Sab Fev 07, 2009 1:38 am

Frederic Wise

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Narração
- Fala.
- Fala de outros personagens.
”Pensamento”



Frederic Wise estava quase com seus 18 anos e havia acabado de voltar de uma baita festa. Aquelas garotas realmente o haviam cansado na noite anterior... As festas que ele ia com Bruce, seu irmão, sempre eram as mais loucas. As garotas da academia dele sabiam como tratar um homem...

Fred estava ali, balançando de um lado para o outro, tentando abrir a porta de seu quarto. Era cerca de 10 da manhã, talvez um pouco mais, talvez um pouco menos, mas fato era que ele não conseguia enxergar a maçaneta. Frederic recosta-se à porta do próprio quarto, no corredor bem branco da mansão, rindo de sua própria idiotice e falta de mira na maçaneta. Ria alto como um maluco bêbado, quando seu pai, Marcus Wise, um senhor requintado e muito influente na política, aparece no corredor com um short quadriculado e uma camisa polo branca. Ele possuía um boné e parecia estar saindo para jogar golfe.


- Frederic! Por onde andou? - perguntou seu pai, num tom exigente. Frederic continuou com as costas coladas à porta, foi escorregando até assentar no chão, rindo, e diz com a voz embolada:

- Haha… E aí, velho? Haha... Eu tava com o Bruce. Fomos naquela festa... Cara, você não sabe o tamanho da confusão qu...

- Espero que não tenha se esquecido, Frederic, do compromisso que temos, ã... - interrompe Marcus, num costume comum do mesmo, olhando um relógio no pulso e voltando a dizer - daqui há três horas e trinta e sete minutos em ponto: O casamento de Sandra e Carl na casa dos Moond.

Frederic, de repente, pareceu bem mais sóbrio e sério.



- Ontem foi o aniversário do Bruce, papai, e você nem se prontif...

- O Bruce será da família assim que ele se importar com ela e cumprir com os compromissos dos Wise. Somos uma família importante, Frederic, somos estar refinados e elegantes, e não há vergonha maior para a família que seu irmão, Bruce, um... Um... Um bombado que só quer saber de academia. Se assemelha a um trasgo! Um pária!

Pai e filho se entreolham. Frederic coça a nuca e vira-se para sua porta, entrando em seu quarto ouvindo seu pai ordenar que ficasse pronto no horário correto da família.

Fred entra em seu quarto e joga-se na cama, de barriga para baixo.




Após descansar por apenas duas horas, Frederic se levanta e arruma-se para o casamento, tomando um banho longo e relaxante. No momento ele não pensava na desgraça do irmão em relação ao pai, apenas queria saber qual garota ia pegar naquele casamento. Ele tinha cansado das morenas naquele dia, agora ele estava procurando por uma ruivinha, talvez de olhos azuis ou verdes. Ele sabia que uma bela garota que se encaixava nestes requisitos iria estar lá, filha dos Kolsen, e Frederic estava de olho naquele belo par de pernas fazia algum tempo. Seria bom fazer um joguinho de conquista com ela, já que Frederic, naquela noite, já havia se cansado de conseguir sexo fácil. Ele também não gostava de ficar insistindo na mesma garota por muito tempo, apenas pegava as mais oferecidas e as descartava logo depois: ele nunca havia ligado para nenhuma garota no dia seguinte.

Pronto, vestido e de banho tomado, Frederic desce as escadas exalando seu perfume caro, e chega ao saguão da casa, onde se depara com o resto da família. Sua mãe, Berenice Wise, estava linda em um vestido salmão, na altura dos joelhos, cheio de dobrinhas verticais no fofo saiote que ficava mais curto ainda na frente, revelando suas pernas esculturais. Sua irmãzinha mais nova, Leslie, parecia algo que ele associou a um poodle azul, e Bernard já havia saído, mas Frederic poderia adivinhar suas vestimentas: Vestes a rigor impecáveis como as do pai. Bruce estava assentado num sofá próximo, observando a família enquanto movimentava um peso, para baixo e para cima, no braço esquerdo. Frederic segue até ele.


- Não vai ao casamento?

- Não. Não estou muito bem.

- Pois devia ir...

- Cale a boca…

- Pode deixar que eu pego umas gatas por você.

- Frederic! Não fale essas coisas perante sua irmã! - diz a mãe de Frederic, alarmada, tampando os ouvidos de Leslie, enquanto Bruce e Frederic socavam as costas do outro amigável e reciprocamente.

- Vamos logo, não quero atrasos. Venham venham... - disse Marcus, indo com toda a família para o carro que os aguardava.

Assim que o grupo saiu dos olhos curiosos da vizinhança trouxa, pegaram uma chave de portal e foram levados diretamente para o local da festa: o jardim da mansão dos Moond. Havia uma enorme e branca tenda que se estendia no meio do gramado, onde ocorreria tanto o casamento quanto a festa após as bodas. A família chega e assenta-se nas cadeiras fofas e alinhadas milimetricamente uma atrás da outra.





O senhor Marcus conversava sobre política com todos à sua volta, sob protesto da esposa, que pedira a ele que parasse de falar de negócios por um momento, para apreciarem o evento. A garotinha Leslie brincava com uma flor num arranjo próximo, Bernard estava lá na frente, já que seria padrinho em troca de alguns votos. Frederic, entretanto, nem estava ligando para isso, ou para a reputação da família que, para ele, já era podre por si só apenas pelo fato de estarem todos ali naquele casamento, com o intuito único de trocar suas presenças por votos para Bernard... Não que Frederic se preocupasse com aquilo, esta era uma realidade que em breve ele participaria se as coisas continuassem daquele jeito em casa... Logo o dominariam e ele seria igual a eles.

Enquanto sua mãe se esforçava para abaixar os cabelos do filho, o olhar de Frederic serpeava no recinto, como os de uma águia que procura uma presa, mas neste caso as presas do caçador eram garotas bonitas. Uma era mais interessante que a outra, e ele prestava atenção a cada detalhe, em cada brinco, em cada rosto, em cada seio, em cada pêlo arrepiado de cada mulher que ali estava, ávidas por carícias, pelas carícias de Frederic. Obviamente que nenhuma delas dera bola para ele, mas ele sempre sentia que o dia estava ganho. Lá na frente, do lado dos noivos, ele olha uma mulher de costas que possuía o cabelo preto, meio preso e meio solto, usando um vestido com um corte que as costas ficaram totalmente livres de tecido. Outra garota, essa com cabelos mais claros, estava com um vestido vermelho que lembrava a Frederic uma cortina rubra empertigada e meio amassada, mas como a mulher era muito bonita, o vestido lhe caía muito bem no belo corpo. Ele não encontrou a ruivinha que queria, entretanto havia outras três ruivas no recinto, as quais ele com certeza iria querer conhecer.

A cerimônia passou voando, pois Frederic manteve seus pensamentos navegando nas mulheres. Ele, entretanto, nem olhou a noiva, pois não gostava de mexer com mulheres compromissadas, que eram as preferidas do seu irmão, Bruce, exclusivamente porque gostava de arrumar confusão nas festas. Frederic era sublime no flerte e, assim que a festa iniciou, o jovem bruxo começou a trocar olhares com várias das mulheres que observara durante a cerimônia do casamento. A maioria delas parecia ser receptiva aos cortejos mudos de Frederic, risos e olhares maliciosos, sinais que ele não cansava de enviar a cada uma delas, alternadamente, mantendo uma discrição tal qual nenhuma delas percebeu a presença do flerte da outra, e era disso que Frederic gostava: a arte da conquista.

O casamento foi ótimo, o almoço estava delicioso e houve vários discursos de várias pessoas: como todos eram políticos, aquilo se postergou por horas. Na hora dos discursos, Frederic costumava prestar atenção a eles, fazendo com que as mulheres que ele flertara durante a festa ficassem o observando e pensando que ele tinha alguma inteligência ou, no mínimo, que apreciava discursos, quando na verdade ele estava era maquinando em qual dos alvos ele atiraria naquela noite. Quando o sol já estava se pondo, no calor dos acontecimentos e das bebidas, as pessoas começaram a dançar. Foi aí então que ele conheceu uma mulher que o marcaria para sempre. A garota da roupa de cortina com quem Frederic estava flertando levanta-se e toma iniciativa de ir até ele. Ao fazer isso, Wise teve uma visão de algo que apreciou muito.




A cortina realmente se abriu para que uma beleza superior aparecesse. Atrás da garota vestida de cortina, revela-se uma mulher definitivamente requintada, assentada na diagonal da mesa, de modo que Frederic podia ver suas costas, quando reconheceu aquele dorso despido como sendo o mesmo que vira na igreja perto da mulher fantasiada de cortina vermelha. Seus olhos não conseguiam desgrudar da mulher que estava escondida, pois, apesar de exalar uma elegância fora do comum, a mulher tinha um ar extremamente sexy. Sua boca era puro desejo e seu olhar oblíquo lhe dava um ar de uma melancolia muito sensual. Sua postura era inigualável e o vestido negro que envolvia suas curvas perfeitamente esculpidas, além de revelar as costas despidas, possuía partes em um tecido um tanto transparente que permitiam a visão de sua pele, e que doce pele! Frederic julgou-a ser quente como o sol. Macia. Agradável ao toque como uma brisa da manhã envolvendo o pescoço de alguém que está ainda quente ao despertar de uma noite relaxante de sono.

Os olhos de Frederic não conseguiram cruzar com os dessa mulher, era impossível pescar o olhar daquela estonteante mulher. Era difícil fisgá-lo, retê-lo para si. Ele sabia exatamente de quem se tratava: Era a filha de um grande amigo influente de seu pai, Phillipe Lambert... Mas qual era mesmo o nome dela? Tabata. Ana... Tabata... Agatha. Agatha, agora ele se lembrava. Agatha Lambert. Naquele curto lapso temporal, o momento passou devagar, os cabelos negros e semi presos dançavam em consonância com seus movimentos leves, seu queixo apoiava-se de forma breve em suas costas das mãos e ela observava interessada os próprios pais dançando na pista. Quando deu por si, a mulher vestida de cortina já estava perto dele, puxando-o pela mão, dizendo como se estivesse ali de pé falando o tempo todo:


- ... então, por causa disso tudo que eu disse, acho que você se sentiria à vontade em me pedir para dançar, se a proposta lhe parecer tentadora, é claro...

Houve um momento de pausa, temperado de um silêncio constrangedor. Frederic diz:

- C-com licença, o que disse?

A mulher gira os olhos para cima, estupefata, e diz:

- Ah, esquece! Vem, vamos dançar!

Puxado pelo braço, Frederic segue com a mulher para pista de dança quando, em um estalo, ele nota que seria uma ótima oportunidade para chamar a atenção de Agatha, pois era exatamente naquela direção que sua presa difícil estava olhando seus pais dançarem.

Frederic sente o clima da música penetrar em seu corpo e presta total atenção em sua parceira. Seus pés se movimentavam com segurança, como se ele fosse um pé de valsa incrível, o que realmente era: horas e horas de solidão de pessoas ricas rendiam a elas várias aptidões e habilidades inimagináveis, e dançar como ninguém era uma dessas habilidades que Frederic trabalhara em sua árdua e ocupadíssima vida de milhonário.

O casal dançava no tom da animada música, que misturava lambada com jazz, e logo chamaram bastante atenção. A música começou a esquentar e Frederic mal podia esperar para que Agatha olhasse para ele, entretanto ele não podia espiar se a mesma o observava, portanto se ocupou em manter-se na frente do casal Lambert, ponto fixo que Agatha com certeza olhava. Às vezes Frederic calculava seus movimentos no jogo da conquista como se fosse realmente uma sublime arte matemática. Dançando com perfeição, ele provoca a mulher vestida de cortina. Frederic não se dera o menor trabalho de prestar atenção ao nome dela, entretanto estava bem vestida, era bonita e uma boa parceira de dança. Ao final da música, eles param de dançar, ofegantes.




Algumas pessoas os aplaudem, e Frederic dá uma espiada furtiva em Agatha enquanto isso, esperando que ela tenha o visto, que tenha o notado.


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