Venha ser um bruxo e jogar RPG no mundo de Harry Potter! Vagas ilimitadas!


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Enfermaria

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61 Re: Enfermaria em Qua Ago 26, 2009 9:25 pm

Satrissa Lautrec

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Satrissa simplesmente ignorou o resto e respondeu a única coisa que tinha prestado atenção:
-Responsável Legal? Desde quando? Você não é nada dela. - falou rapidamente.


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62 Re: Enfermaria em Qua Ago 26, 2009 9:30 pm

Kaileena Harumo

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Kaileena sorriu de leve sem perder a compostura.

-Esqueceu o que acabei de te falar... eu a adotei Satrissa. Legalmente ela é minha filha e eu a mãe dela, mesmo que ela não tenha meu sangue a tirei do lixo de orfanato onde ela foi enfiada, para que ela não crescesse como eu. Sem proteção.

63 Re: Enfermaria em Qua Ago 26, 2009 9:55 pm

Satrissa Lautrec

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-Se as coisas dependessem de mim, nada teria sido assim. Eu sei o que está tentando fazer. Quer distanciar, é? Não estou vendo ajuda nisto. - retrucou com seu tom de voz cruel. - Você não deveria se intrometer no que não é chamada.

Satrissa sabia que estava ultrapassando seus limites, e recuou um pouco, replicando rapidamente sem dar chance de Kaileena responder à sua fala anterior:

-Desculpe. Pois diga então o que queria dizer. Eu apenas quero que ela fique bem... - ela estava abatida e muito desconcertada pela situação. Kaileena tinha descoberto seu maior segredo, era o que parecia para Satrissa.


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64 Re: Enfermaria em Qua Ago 26, 2009 10:05 pm

Kaileena Harumo

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Professora de Hogwarts
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Kai parecia uma pedra. Satrissa passava dos limites estava descontrolada sim e a japonesa já pensava seriamente se deveria estar fazendo o que estava fazendo. Tinha vontade de voltar para dentro da enfermaria e não deixar que ela se aproximasse nunca mais. Mas nessa hora ela lembrava de como ela ficaria naquela situação.

-Se eu não tivesse a certeza que tudo teria sido diferente se somente um ponto nessa historia toda houvesse mudado eu juro Satrissa que eu não estaria aqui tendo essa conversa com você. Agora quanto a me intrometer, acho que não esta em condições de opinar sobre isso ou não minha cara! Essa historia já cruzou meu caminho muito antes de que você se desse conta dela.- Suspirava- eu quero te propor algo, agora apenas ouça.

Kai começou a falar baixinho com ela.

65 Re: Enfermaria em Qua Ago 26, 2009 10:11 pm

Satrissa Lautrec

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A medida que Kaileena falava, Satrissa mantinha-se em profundo silência, quieta, apenas ouvindo. Quando a professora terminou, Satrissa disse então:

-Como ela está? Está ferida? Foi torturada, tiraram o sangue dela?


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66 Re: Enfermaria em Qua Ago 26, 2009 10:16 pm

Kaileena Harumo

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Professora de Hogwarts
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Kai suspirou com aquela pergunta dela e fechou os olhos, uma lagrima rolou deles.

-Ela era puro sangue quando a vi, cortes horríveis, o ambiente cheirava a magia das trevas, a pior de todas. Eu já peguei casos terríveis quando trabalhava pro ministério, mas nunca tinha visto algo tão cruel quanto a ela, mas... Ela tocou a mão dela devagar entrando lentamente.- veja você mesma.

67 Re: Enfermaria em Qua Ago 26, 2009 10:26 pm

Satrissa Lautrec

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Professora de Hogwarts
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Satrissa, quando olhou Anabelle, abafou um grito agudo com suas mãos. O seu instinto realmente tinha lhe avisado e o pior tinha acontecido com ela. Mas não era o pior que imaginava.

-Anabelle! - murmurou, observando a menina, e se distanciou, saindo de perto, chorando. Ah não..não consigo acreditar...minha nana![/b]

Ela foi saindo da enfermaria, com ânsia de vômito, se segurando para não cair em prantos.

-Kaileena... Eu... Não sei o que dizer... Não sei como isto pôde ter acontecido eu... Eu apenas sei que tenho algo a fazer antes de aceitar a sua proposta...


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68 Re: Enfermaria em Qui Ago 27, 2009 8:22 pm

Dr. Isaac Deacon

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NPC
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Deacon sorriu para Marina quando se deu conta de que ela iria continuar ajudando-o na enfermaria e, acima de tudo, aprendendo. O sorriso estampado em seu rosto não queria ir embora. Ele estava disposto a esquecer aquela pequena briga que tiveram, e estava feliz por ela estar igualmente disposta a isso.

- Limpar! - ele limpa a bagunça que havia feito, e continua falando com Marina - Bom, você vai ver coisas piores aqui, sabe, e... - ele ia dizendo, quando três alunos irromperam pela porta.

Ele vai até eles e os atende. Após dar-lhes alta, ele aguarda os garotos saírem e fecha a porta da enfermaria.

- Ah... - ele suspira,deixando sua varinha sobre a escrivaninha. Deacon caminha mancando até a maca onde estava. - Sabe, um dos lados ruins de se ser um curandeiro é que você nunca pode ficar doente... Droga... - a última palavra ele falou mais baixo, ao olhar para seu ferimento. Estava borbulhando. - Bom, venha aprender algo útil aqui... Pegue sua varinha e aquelas gazes ali...

Deacon diz isso bem tranquilamente, e vai instruindo Marina a fazer os procedimentos em sua própria perna, primeiro imobilizar, depois limpar, enfeitiçar e, só então, fechar o curativo. Geralmente ele se segurava para Debbie, mas, na frente de Marina, ele não conseguiu segurar-se e deu alguns ganidos de dor.

- Ahhh! Uh!...!!! - parecia uma criança nas mãos dela.

OFF
Mesmo que vocês tenham trazido o aluno desmaiado, não houve post do Robert de Boron na enfermaria, portanto eu não vou interagir com ele, já que ele não está na cena, pois isso caracteriza um clone indireto. Considere que vocês levaram um aluno qualquer ali e que já foram liberados depois de alguns feitiços.

Marina ganhou habilidade de curar/atenuar ferimentos causados por fogo mágico.

69 Re: Enfermaria em Qui Ago 27, 2009 8:35 pm

Cassio Rommanoff

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Professor de Hogwarts
Professor de Hogwarts
Remideo e Rei foram atendidos rapidamente pelo Dr. Deacon, mas embora a agilidade do curandeiro, Remy estava aflito por saber a causa do desmaio de Robert. Osz garotos se dirigiram para os corredores da Escola enquanto Remy sugere a Rei:
- Ei Rei, vamos levá-lo pro dormitório. Assim eu aproveito e peço desculpas à ele...
Remy, sinceramente, queria que Robert lhe desculpasse pois, embora aquele seu gesto que causara tenta confusão nos jardins fosse para proteger o amigo, ele devia estar com uma péssima impressão sua, pois o garoto não lhe dirigira uma palavra sequer. Não sabia ele se era por ressentimento ou por estar debilitado...

70 Re: Enfermaria em Sex Ago 28, 2009 4:43 am

Marina Angela

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Respirou aliviada pela interrupção dos meninos. Ao menos teve tempo de reprocessar as idéais. Fato: ele não a expulsou da enfermaria como temia. Tinha vontade de saltitar de alegria.

Ver Isaac ali, indefeso fez seu coração abrandar ainda mais. Engoliu todo nojo que pudesse sentir e começou a executar oque ele ordenava. Era incrivel como com o incentivo dele conseguia fazer tantas coisas. Memorizou a ordem dos procedimentos e com um sorriso nos lábios, prendeu o último pedaço de esparadrapo na atadura, firmando com o feitiço que ele ensinara.

- Isaac!! - sorriu entre protestos - Deixa de ser fresco. Pare com esses ai ai ai ui ui ui - agora ria mais descontraida, ralhava invertendo os papéis. Como se ela fosse o adulto e ele uma mera criança. A velha camaradagem voltando lentamente entre eles. - Prontinho doutor - e retirando as luvas, buscou a pia para lavar o talco que ficara nas mãos - quanto tempo vai demorar para essa lesão cicatrizar? - Voltava-se para ele enquanto usava um feitiço para secar as mãos - Posso vir fazer o curativo mais vezes? - a expressão do rosto demonstrava real interesse de aprender. Mas no fundo o que ela queria era se assegurar que ele ficaria bom.

- Falei que vou fazer um estágio no ministério nas férias de natal? - Estava louca para contar a novidade a ele. Lembrava de ter estado lá com ele e isso a alegrou mais ainda. - A professora de TreMin conseguiu lugar para todos nós. Irei para o terceiro andar. Se bem lembro da vez que você me levou lá, é onde fica aquele departamento que cuida de acidentes com magia - olhou inconscientemente para a perna dele - você conhece o responsável daquele setor? Alguma dica?

Esperava ansiosa a resposta dele, mas na verdade estava era louca para conversar sobre as novas ligas. Não se atrevia a colocar em risco a amizade outra vez, já que o resultado da última conversa entre eles, abordando o assunto, fora catastrófica. Da sua mente não saia o som da voz dele, jurando vingança, e corou ao lembrar do modo como ele a tocara. Mesmo assim, não resistiu, e preferiu uma variação do tema.

- Dr. o senhor acha que Siby teria sobrevivido se profe Kai não o tivesse encontrado? - e agora sendo totalmente ousada - Porque ela parece não se afinar com você? - era estranho ter duas pessoas que ela considerava tanto, e elas não se suportarem.






-


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71 Re: Enfermaria em Sex Set 04, 2009 7:23 pm

Dr. Isaac Deacon

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Deacon sorria naqueles últimos momentos em que ela o xingava ao cuidar de seu ferimento. Era estranho ele ensinar técnicas curativas em seu próprio corpo... Não era a técnica ideal, mas Deacon tinha certeza de que Marina aprendera alguma coisa com aquilo. Então, assim, ele sabia que estava cumprindo seu papel ao instruí-la no que ela queria. Ele via um grande futuro naquela garota - talvez uma curandeira, apesar de querer ser pocionista.

O laço que criaram e estava prestes a se romper fortaleceu-se naquele momento. Casualmente ele mexe nos cabelos, inconscientemente tentando parecer mais bonito para ela, tentando reaver a sua dignidade perante Marina - ainda mais depois daqueles chiliques que ele dera em sua frente.

- Não sei. Ferida de fogo de... lareira. Bem, pode demorar um pouco, ainda mais porque um galho entrou na pele até o osso. De qualquer forma, fogo é fogo! Esta pasta de ervas deve ajudar, não sei quanto tempo... eu chutaria... uma semana? - ele não queria se comprometer: ele sabia que Marina não era boba, e não precisava ter aula de trato das criaturas mágicas para saber quanto tempo que uma ferida daquelas demorava a cicatrizar.

Se ele dissesse o quanto demoraria, bastava ligar os pontos e a pessoa descubriria que uma ferida que demorava tanto tempo assim para curar só podia se tratar de uma ferida dracônica. Então ela se oferece para... fazer os curativos! O doutor sente uma pontada no peito e uma felicidade imensa transcorre em suas veias. Ou era apenas adrenalina. E a adrenalina de sangue bruxo era muito mais intensa.

- Ahhhh, seria uma semana divina... a Debbie não faz os curativos com tanto cuidado igual a você... Sabe, uma enfermeira calejada pela experiência de curar danos com aparato mágico não costuma ser muito criteriosa ou cuidadosa na hora de tratar danos com aparato trouxa... Sua ajuda será bem vinda. Assim você poderá acompanhar o andamento da doença...

Deacon levantou-se, foi até a sua escrivaninha e, assentado, passou o dedo sobre a fita que terminava de fechar o curativo.

- Ahhh, aquele departamento já me deu muito trabalho. Antes de ser um interno, fiz trabalhos fora para eles. Realmente, vi coisas bizarras. O Sr Lincoln é rígido, mas você conseguirá aprender muitas coisas com ele. Vai ser uma boa experiência para você. Espero que aproveite bastante. Fale que mandei um abraço. Ele com certeza vai se lembrar de mim.

Então ela tocou no nome daquela professora... Kaileena Harumo. O rosto de Deacon simplesmente ficou turvo... apagado...

- Marina... - ele só a chamava pelo primeiro nome quando iria dizer alguma coisa séria. Sua voz era baixa e parecia tensa. - Eu... Eu preciso te mostrar uma coisa... Me acompanhe por favor?



O jeito dele revelava que, naquela troca de olhares, ele queria passar uma informação subliminar à secundanista.

O doutor se levanta e vai até a porta antes nunca explorada por Marina, e ela sabia do que se tratava. Uma porta logo ao lado do banheiro levava ao quarto do curandeiro. No início, parecia que ele ia mostrar algo dentro do quarto de banhos, mas na verdade ele estava era entrando no quarto de sonhos.

E parecia mesmo um sonho.

Deacon entra em seu quarto e abre a porta para que Marina passasse. Era um lugar definitivamente mágico: Grande e parcamente iluminado, verde escuro, todas as paredes eram lisas e verde-escuras, pequenas estrelas de luz branca fagulhavam no teto, fracas e fortes, pequenas e grandes, nas paredes havia iluminação mágica, chamas branco-esverdeadas lambiam umas as outras em poleiros formato "v", prateados, colados às paredes. O chão era encarpetado, um carpete negro muito limpo e fofo, que conferia requinte inimaginável ao local. Havia uma janela na parede, entretanto era coberta por uma grossa cortina verde e prata, com duas belas cobras bordadas por todo ela. Ao lado, dormia sobre uma pedra sua cobra, Slyth, que ficava solta no quarto, mas geralmente nunca saía de perto de sua pedra.

Tecidos verdes e transluscidos, muito finos, atravessavam o quarto, pendiam do centro do teto até os quatro cantos do recinto, atravessavam o quarto e alguns pendiam do teto ao chão, encobrindo a cama, enorme, cheia de almofadas fofas, roupas de cama requintadas, macias e verde-esmeralda, verde e mais verde em várias tonalidades. Do outro lado da parede que a cama era encostada, havia um armário antigo de carvalho, onde ele guardava seus pertences, ao lado de uma escrivaninha com alguns livros de medicina trouxa em cima.

Deacon não deu chance para Marina falar absolutamente nada, ele apenas pegou sua varinha e trancou a porta, utilizando outro feitiço, o abaffiato, para que quem estivesse do lado de fora não escutasse o que estava acontecendo lá dentro, apenas escutaria uma linda canção de ópera.

- Desculpe, mas é que as paredes de Hogwarts tem ouvidos - ele diz. - Confie em mim. - não era uma pergunta. - Assente-se na cama. - também não era uma pergunta. - Preciso falar algo importante.

Deacon afasta os tecidos que pendiam do teto, atravessando o amplo quarto até a parede perto da janela, recostando-se ao lado da imensa cortina da sonserina, cruza os braços e olha seriamente para Marina, aguardando que ela se assentasse perante ele, na cama que ficava em cima de um patamar da altura de dois degraus, como se fosse um altar.

72 Re: Enfermaria em Sex Set 04, 2009 9:02 pm

Marina Angela

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Ele concordou que ela viesse fazer o curativo. Depois de ter certeza que tinha perdido a chance de aprender com ele, aquilo soou como música aos seus ouvidos. Passara a semana em uma grande instabilidade emocional. O fato dele não quere-la mais na enfermaria abalou em muito o seu equilibrio emocional. E os a sua saúde vacilou na mesma proporção. Agora vendo ele rir e deixar um tom brincalhão colorir sua voz, respirou fundo, quase suspirando. Só então percebeu a tensão que tinha estado naquele dia. Ele se tornara muito importante para ela.

Se divertiu ao ouvir as histórias do tempo que ele estava no Ministério. Mal via a hora de colocar os pés lá e aprender tudo o que fosse possível. E com certeza mandaria lembranças ao sr.Lincoln, e tiraria dele mais informações sobre queimaduras em lareiras. Algo ali não cheirava bem, e com certeza não era o antisséptico usado, ou a sugicidade que ela tirou do curativo velho.

Sentou ao lado dele enquanto conversava sobre ele e a professora Kaileena. Mas mal terminou de pronunciar a pergunta, e ele já estava de pé, como se tivesse levado um choque. - É tão sério assim? Posso ver nos seus olhos . - Mas choque ela levou ao vê-lo seguir para o banheiro. Ao acompanhá-lo, descobriu que ele abria uma porta ao lado do recinto. Parado na porta ele permitia que ela visualizasse seu interior. Convidando-a a entrar.

Passou aspirando o perfume que vinha dele, espremendo o corpo como se o alheio pudesse lhe queimar. Parou com a boca aberta. As mãos apertando uma contra a outra, olhando primeiro para o teto. Desde menina seu sonho era ter uma constelação só para ela, e ele a tinha. Bordando o teto de todo o quarto estavam magicas estrelas suspensas.

Tudo ali lembrava a antiga casa e lágrimas vieram aos seus olhos. A cor, os simbolos, o bom gosto em cada detalhe revelado. Olhava tudo e rodava no meio do quarto sem tirar os olhos do teto. Estava maravilhada e nunca imaginara que no castelo existisse um lugar assim. O macio do carpete confortando seus pés. Se aproximou da cobra, acariciando o animal, em resposta ao cumprimento. Até ela deixava Marina a vontade. Acordou quando se deu conta que Isaac havia trancado a porta. Olhou para ele atônita. Lembrou do quarto do diretor. Também ficara trancada lá. Ficou aflita. Mas havia uma difença fundamental. Ela confiava e conhecia o curandeiro.

- O que você precisa me falar que é tão sigiloso Isaac? Você esta me assustando. Não gosto de portas trancadas. - Engoliu em seco. Depois da discussão do corredor ela as vezes se comportava de maneira esquisita na presença dele. Mesmo assim atendeu de imediato o pedido dele e sentou na cama. Era absolutamente fofa. Sentiu uma vontade imensa de engatinhar por ela e se aninhar sob as cobertas , e ali protegida, adormecer. Apenas para acordar e descobrir que todos aqueles ataques do mascarado havia sido um pesadelo de sua mente fertil.

- Então Isaac - olhou com curiosidade para ele, a voz suave porém ansiosa,ela parecia tão pequena e sozinha naquele espaço enorme - o que você tem para me contar que é tão sigiloso assim? - abraçou o próprio corpo e arrepiou ao sentir Slyth se acomodando como se intimas fossem, ao seu lado na cama.


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73 Re: Enfermaria em Sex Set 04, 2009 9:22 pm

Dr. Isaac Deacon

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A cobra diz para Marina:

- Então... Vosssssê é a famosssssa Angggggieeee..... Sssssseja bemm vvvvinda...

- Você vai ter que se acostumar com isso. Mas eu vou abrir quando eu terminar de dizer o que quero - disse ele quanto à reclamação da porta. Ainda estava sem sentimento perceptível na voz, apenas pronunciava.

Após ela se assentar em sua cama, ele sente seu estômago subir à sua boca. Ela realmente parecia mesmo muito delicada, pequena e frágil no meio daquela imensidão que era a cama do curandeiro. Ele sacode a cabeça e leva a mão à testa, afastando os pensamentos perversos que ele tinha naquele momento.



O curandeiro respira profundamente e volta a imensidão azul de seus olhos para o rosto jovem de Marina.

- Angie... Eu andei pensando nas atitudes suspeitas da professora Kaileena...

Deacon faz uma pausa significativa.

- As pessoas que foram atacadas, até agora, todas foram trazidas aqui por ela. Eu tenho visto que ela está cansada ultimamente. Não sei o que está acontecendo. Agora, com este novo ataque, da "filha" dela... Ah, ela adotou a garota, você sabia dessa? Anabele Windsor...

O curandeiro fez outra pausa, mas esta foi mais breve.

- Eu tenho observado que ela vai para a floresta proibida durante muitas noites. Eu não sei o que está acontecendo, mas eu sei que você é próxima dela... Marina Ângela... Se tem uma coisa que eu te peço em minha vida, é isso: tome cuidado com ela.

74 Re: Enfermaria em Sex Set 04, 2009 10:06 pm

Marina Angela

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Marina gelou.

Primeiro lembrou da conversa que tiveram há muito tempo atrás. Onde ele pediu que ela confiasse nele, mesmo que parecesse ir contra ele. Ta bem, não foram essas palavras exatas, mas esse era o sentido que ela guardara. Lembrou de Berenice falando algo parecido. Sobre acreditar nas pessoas.

Por outro lado tinha a kai mais que a uma mãe. Era ela quem segurara sua barra depois do labirinto. Ela quem a consolara nos desesperos e ainda era dela o bebe que Marina mais amava. Mas Sibytys também implicava com a professora.

- Estou confusa Isaac - e seu olhos mostravam realmente isso. Colocou a mão na perna dele enquanto com a outra colocava o cabelo para tras da orelha , a lingua molhando os lábios secos - saiba que sempre vou confiar e acreditar em você, mas o que me pedes é dificil. Nunca tive motivos para duvidar do afeto da professora. Você poderia me ajudar a entender o seu ponto de vista? - a cabeça dando mil voltas, verdes faiscando ao encontro de azuis.

" Blue eyes"


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75 Re: Enfermaria em Sex Set 04, 2009 10:17 pm

Dr. Isaac Deacon

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Deacon sabia da ligação entre a professora Kaileena e Marina. E isso o incomodava. No momento em que a menina toca a perna de Deacon, ele dá um suspiro rápido de susto, seu joelho se dobra vagarosamente e ele pára ajoelhado na frente da garota. Seus braços pousam em sua cama ao redor das ancas da garota, já largas pelas transformações da idade. Ele ainda a encarava nos olhos, sua cintura estava entre os joelhos dela, onde ele se encaixou.

- Eu e Kaileena estudamos juntos. Ela sempre foi muito esquisita, mas agora ela se superou... Ela adotou a filha de um sujeito que ela estava investigando quando era auror! E quanto àquelas letras nas costas da Anabele? Foi cortado um S e um L nas costas dela. S e L. Qualquer torturador não assinaria suas próprias iniciais no crime. Se é que você me entende. Ela está tentando incriminar alguém... E é isso que não se encaixa. A única que queria incriminar a professora Lautrec é a Aretha, porque sempre desejou o cargo de História da Magia... Não sei se elas estão mancomunadas... É isso que tem tirado o meu sono. E... Marina... Eu não quero que nada aconteça com você. Por favor... Jamais fique sozinha perto da professora Kaileena. Por favor...

Deacon então afunda seu rosto na barriga de Marina e a abraça com força, talvez uma força até desnecessária.

- Se fosse você naquela maca ao invés dos outros alunos... Eu não sei o que eu faria... Eu... Ainda tenho tanta coisa pra te contar...

76 Re: Enfermaria em Sex Set 04, 2009 11:14 pm

Marina Angela

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Sentia a preocupação real na voz do curandeiro. E quando ele a abraçou e repousou a cabeça no seu colo, parecia mais um menino perdido. Afagou seus rebeldes cabelos macios.

- Issac, o que você faria se fosse eu a atacada? - a idéia dele preocupado de certa foram a confortou. Apertou o portal que trazia no peito, por sobre a roupa - Eu tenho tanto medo Isaac. Eu seu que não deveria falar nisso. Parece que este monstro se alimenta de medos. - Não deixava de acariciar os cabelos, e agora estendia para as costas os afagos. O tom maternal da voz. O calor dele passando pelo tecido fino do uniforme da enfermaria.

- Estou chocada com tudo isso que você esta me contando Isaac. Essa violência toda contra uma doce e inocente menina esta me assustando muito. E grava letras no corpo é horrível - lacrimejava e tentava esconder isso com dificuldade, baixou a cabeça e soltou o cabelo, sacudindo a cabeça para que ele cobrisse parte do seu rosto.

- Você esta me dizendo que Naná é filha de Gregory Wanderson??? Você conheceu ele. Alguma vez ele falou que tinha uma filha? - Ela estava gostando de sentir ele ali próximo dela. Era agradável, mas o que era aquele calor que ela sentia?


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77 Re: Enfermaria em Sab Set 05, 2009 12:04 am

Dr. Isaac Deacon

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Deacon apertou mais o abraço e arrepiou-se completamente ao toque leve das mãos angelicais de sua pequena. Ao Deacon girar o rosto, Marina sentiu a roupa esfriar em dois pontos - ele havia lacrimejado um pouco ali. Ele se aninhou mais na barriga dela, o colo estava tão gostoso e parecia que o mundo havia parado... inclusive a dor que latejava um pouco no pedaço da ferida de sua perna, que tocava um dos degraus de onde ele estava ajoelhado, parou. As mãos dela tocavam suas costas e as dele seguem o mesmo ritmo, seguindo até a nuca da garota, assim seu corpo acompanha o movimento e eles ficam um de frente para o outro, ele mais baixo, os olhos se encontrando como de costume.

- As vezes o medo é algo necessário. O medo nos faz evitar coisas... Que podem ser prejudiciais - o rosto do curandeiro estava completamente vermelho e ele olha a clavícula de Marina, a mão livre do doutor pousa de leve no ombro da garota. - E eu não quero nem pensar em você sendo atacada... - a mão dele percorre do ombro para o meio das costas, e ele dá um abraço meio torto em Marina. - Eu não suporto te ver com medo... Assustada... Receosa... Eu queria tanto que você não passasse por tudo isso... Mas... O que eu poderia fazer? Apenas te orientar... E é isso que estou fazendo, Angie... Não fique sozinha. Nunca fique sozinha...

O abraço estava ficando cada vez mais quente e ele sussurrava no ouvido de Angie, enquanto o abraço movimentava-se vagarosamente de um lado para o outro:

- Angie... Se acontecesse uma coisa dessas com você... Se você fosse... ferida... se ficasse com uma marca como a do Sibytus... Eu... Eu jamais... Jamais me perdoaria...

As palavras, agora faladas, tocaram fundo o peito amargurado de Deacon... Seus braços arrepiaram-se por completo, agora devido à sensação medonha que sentia.

- Sim. Eu fui, inclusive, quem fez o Gregory adotar a Anabele... Eu disse a ele que ele precisava adotar uma criança, pois ele se sentia meio sozinho... E depois, bom, ele foi perseguido pelos aurores... E Anabele voltou para o orfanato. Eu nunca imaginava que ela seria adotada de novo... bom, não até Gregory retornar de onde quer diabos ele esteja... Gregory é um homem sério. Cheio de virtudes e conhecimentos invejáveis. Ele era um bom pai para a Anabele... Quando ele ficar sabendo que perdeu a filha... Nossa...! Vai ser um grande transtorno...

Deacon olhou para Marina novamente, depois voltou a aconchegar-se no ombro dela.

- Você se sente bem... perto de mim? - ele pergunta sussurrante no ouvido de Marina, enquanto a aperta firmemente contra si. - Te transmito segurança?

78 Re: Enfermaria em Sab Set 05, 2009 12:59 am

Marina Angela

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Mais animada com o encorajamento vindo dele, respirou fundo e se surpreendeu quando ele se aconchegou a ela. A perna devia estar doendo na posição que ele se encontrava até então.

- Eu me sinto muito bem perto de você - e abraçou ele de volta. -Desde sempre eu acho. Posso parecer boba e sei que sou muito jovem ainda, mas eu só me sinto segura de verdade quando estou aqui com você.

Falou sem medir as palavras. A verdade era aquela. Confiava nele, tinha orgulho de o ter como mestre. Retribuiu o abraço e se deixou ficar aninhada ao lado dele. Sentindo-se segura como a muito não se sentia.

Tentou não se mexer para não quebrar o clima leve do momento. Apenas falou baixo.

- Você tem idéia de onde anda o ex diretor? Ou como poderiamos contactar com ele? - falava com suavidade e foi fechando os olhos enquanto os braços dele a protegiam. Apenas sentindo o coração dele bater.



Última edição por Marina Angela em Sab Set 05, 2009 10:36 am, editado 1 vez(es)


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79 Re: Enfermaria em Sab Set 05, 2009 1:19 am

Dr. Isaac Deacon

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Agora, ele não conseguia pensar em mais nada, a não ser no homem que era. Esqueceu-se de todos os problemas com aquelas palavras doces de Angie. Seu corpo se empertigou, elevando-se um pouco ele avança para mais perto dela, abraçando-a na altura da cintura. Ele puxou-a contra si, de modo que seus corpos colaram. Ele fechou os olhos e respirou fundo nos cabelos dela, depois afagou-a de tal forma que parecia ele estar carregando um cristal delicado e com um valor sentimental imenso.

Ele toca a bochecha na dela, e fica ali parado, hesitando, e se afastou um pouco ao ouvir a pergunta sobre Gregory.

- Não, eu não sei. Ele não está em casa, não responde às minhas corujas... - ele dizia, mas estava totalmente inebriado pelos carinhos e pelos cheiros de Marina.

Ele falava como se estivesse sonolento... baixo... calmo... casual... E agora ele conseguia ouvir a batida do coração de ambos... Batiam compassadamente... Unidos em um mesmo tempo e espaço...

http://www.youtube.com/watch?v=7eFn8Cgcx8g

Ele estava nervoso. Nunca estivera tão perto assim de uma garota... Estava tenso. Imaginou aquilo tantas vezes que parecia fácil, mas não era - a realidade era extremamente complicada... E, com as palavras dela na mente, ele novamente perde a linha.

Deacon puxa Marina novamente contra si. Ele respirava nervoso, seu coração acelerou, mas o dela parecia caminhar junto... Seu rosto tomba para a frente do rosto dela, ele sente o nariz de Angie passar ao lado do seu, o cheiro de sua amada era fabuloso... E, segurando-a pela nuca, ele sente o roçar leve de seus lábios nos dela... Já dava para perceber o quanto eles eram macios... E ele não sabia quanto tempo ela permaneceria de olhos fechados... Então aproveitou para colocar seus lábios mais juntos aos dela...

O beijo que o curandeiro dei em Marina foi leve, porém profundo. Ele fechou os olhos para apreciar enquanto podia... Pelo menos enquanto não levava uma bofetada.

80 Re: Enfermaria em Seg Set 07, 2009 3:20 pm

Marina Angela

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“Em casa”. Essa expressão resumia tudo o que ela sentia estando ali. Sentada ao lado dele, sendo abraçada e sentindo o corpo quente dele no seu abraço. O perfume que era só dele se misturava com o cheiro da camisa recém lavada, e a reportava para longe dali. Como se o tempo e o espaço deixassem de existir. Embarcava para uma nave onde apenas os dois existiam. Ainda eram dois? A sensação que ela tinha era de que sempre foram um. Ao menos em idéias e ideais.

Permaneceu paralisada ao seu lado. Podia ouvir os corações pulsando. O que era aquele calor que ela sentia crescer e se alastrar por seu corpo? Porque não conseguia se afastar dele? Foi quase com desespero que constatou o quanto forte era a ligação entre eles. Mas se ele sempre foi o seu parâmetro e conselheiro, para quem pedir conselhos agora?

Em sua inocência tomou as mãos dele entre as suas, levando-as aos seus lábios e tocando-as de leve. Naquele momento ela não tinha um adulto ao seu lado, mas um garotinho assustado e trêmulo. Abraçou com mais força. Precisava e queria protegê-lo. O instinto materno falando mais alto.

Ele era reconfortante. Sentia-se segura ali. Relaxou como a tempos não fazia. E quando sentiu as mãos em sua nuca, elevou a cabeça por puro instinto, temendo abrir os olhos e tudo não passar de um sonho. Como os muitos que ela sonhara sozinha em sua cama.

Parou de respirar antecipando a proximidade dele. Não mexia um músculo sequer. Apenas esperou. Ele era mais leve que um sonho, e mais intenso que uma tempestade. O gosto que ela tanto desejara sentir era muito melhor.

Imagens rápidas voavam em sua cabeça. Os dedos dele limpando sua boca melada de brigadeiros. O peito forte a amparando no vôo de vassoura. Os olhos azuis apreciativos na roupa nova. A escuridão em que se transformaram durante a longa noite no corredor do castelo.

A consciência desse novo, mas talvez tão antigo desejo, a deixou tonta. Ergueu os braços para trazê-lo mais próximo de si. Não sabia por quanto tempo o teria, pois com certeza tudo isso era um sonho e ela logo acordaria. E que mal havia em sonhar? E se ele era um bruxo, ela estava enfeitaçada então.


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81 Re: Enfermaria em Seg Set 07, 2009 7:09 pm

Dr. Isaac Deacon

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Deacon não levou um tapa, nem um empurrão, tampouco um chute. Marina estava parada, rendida às mãos daquele homem que curava tantas pessoas, e seu toque era quente e cuidadoso, como sempre, mas desta vez Marina pôde sentir a diferença entre um toque do tratamento com o doutor de um toque do apaixonado Isaac.

Ele endireitou sua cabeça, se movimentava com dificuldade e respirava da mesma forma. Quando seus rostos ficaram bem de frente um para o outro, as bocas ainda se roçando brevemente, os olhos dele abriram apenas por um esrteito por onde ele focou a expressão de Angie. Era simplesmente uma feição maravilhosa, ele a viu como se uma névoa estivesse emoldurando aquele rosto tranquilo e anestesiado de Angie. Seu peito quase não pôde segurar seu coração, quão forte ele queria se arremessar mais para perto dela.

A boca agora obedeceu toda a vontade que seu dono possuía e foi de encontro com mais força para seu destino, devorando todo o seu objeto de paixão, afeto, predileção e cobiça. Estava apetecido fazia tempo, e agora percebia que estava mais do que nunca pronto para aquele banquete que os deuses neste momento lhe serviam.

Ali, ele não conseguia prestar atenção em outra coisa, senão em Angie. Angie, sua ninfa mágica, a única que a vida inteira conseguiu lhe encantar por completo, abatê-lo, e a única que ele, talvez, se dispusesse a compartilhar toda a sua ambição.

Isaac queria caminhar com ela, ao lado dela, e sabia disso desde o primeiro momento que a viu nos jardins da escola. Ela era perfeita. Realmente, cabalmente, completamente perfeita. Perfeita para... para compartilhar com Deacon seus maiores segredos.


Quando se deu conta, Isaac já havia deitado sobre Angie, já havia a arrastado consigo, compelindo-a mais para o meio da cama, a abraçava como um pequeno anjo de paz. Deacon sentia calma como nunca sentira antes. Ele se vira, os lábios ainda urgentemente colados nos dela, assim como seu corpo que precisava do dela mais do que qualquer outra coisa, mas ele não iria além daquilo. Se segurou um pouco para se afastar de Angie.

O olhar azul de Deacon fracamente se abriu até iluminar-se com a mais bela e formosa visão: uma Marina completamente calma e relaxada, os cabelos dispersos sobre seus ombros e sobre a roupa de cama, agora minimamente amarrotada pelo movimento dos dois. Ele não queria que ela se fosse.

- Já que se sente segura aqui... - ele disse, a voz soou aveludada; tão macia que poderia acalmar até o mais feroz dragão. - Durma comigo.

Ouvir aquilo era mais esquisito do que quando a frase era apenas uma idéia em seus pensamentos. Tornava-os mais reais... e... assustadora e irresistivelmente mais interessantes. Ele se afasta um pouco para não deixar sua empolgação assustá-la, evitando desrespeitá-la, e continua dizendo baixinho:

- Eu vou te vigiar a noite toda... E você vai dormir nessa cama enooorme que nem uma princesa... - ele sorriu e passou os dedos na orelha dela, ajeitando seu cabelo para trás.

82 Re: Enfermaria em Seg Set 07, 2009 9:43 pm

Marina Angela

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Aquele era o melhor de todos os sonhos que tivera até então com o curandeiro. Sabia que estava sendo tola. Que muito já lera e ouvira falar sobre jovens alunas apaixonadas por professores mais velhos. Sabia que era tudo uma ilusão. Sua mãe já lhe falara sobre isso. De como as garotinhas buscavam provar que já estavam adolescendo e se firmarem como pretensas mulheres, atraindo a atenção de homens mais velhos. Até então o curandeiro era um sonho inalcançável.

Deixou-se ingenuamente levar por aqueles lábios tão insistentes, macios e ao mesmo tempo delicados e gentis. Não percebeu o quanto estava retribuindo. Era tão natural estar ali com ele. Tinha muito carinho por esse jovem homem. E apenas quando sentiu o peso do corpo maduro dele sobre o seu tão jovem, que acordou para a realidade. Estava na cama de um homem adulto e sendo acariciada por ele.

No entanto, estava hipnotizada, fascinada. O fato de despertar a atenção dele fazia Marina sentir-se feminina e poderosa. E essa sensação era mais inebriante que álcool ou drogas. Estava neste momento sentindo os primeiros paraefeitos que um poder avassalador podia trazer : tornava-se cega a realidade.

Ainda assim parecia que estava no lugar certo e com a pessoa certa. Uma calma imensa a deixou sonolenta. Mas a cabeça dava mil voltas. Ainda pensava no que ele falara sobre Kaileena. O que a fez pensar sobre o fato de professora ter adotado Nana.

- Isaac – e um dedo corria pela face dele e verdes se fundiam a azuis – eu tenho uma afeição muito grande pela professora Kai e ainda estou pensando em tudo o que você me disse sobre ela – aconchegou-se mais perto dele, acarinhando-o sobre a camisa e me sinto estranha por ter sentido ciúmes ao saber que ela adotou essa menina. Como é mesmo o nome dela? Nana? Repito , tenho absoluta confiança em você. Mas essa menina apareceu aqui do nada. O que realmente você sabe sobre ela? A troco do que Kai a adotou?

Ouviu o que ele tinha a diser enquanto pensava no que ele lhe pedira.

- Durma comigo.


Não tinha forças para sair dali. Ela precisava contar a ele o que tinha decidido sobre sua vida. E ele não estava facilitando nada. Apenas assentiu com a cabeça. Confiava cegamente nele, e seria a primeira vez que dormiria em paz há muito tempo.

- Mentirosa – uma voz soou em sua cabeça quando uma náusea a acometeu. A viva lembrança do carinho do namorado, e da noite passada na sala precisa torturaram sua alma. Sentou na cama levando as mãos a boca a tempo de engolir o mal estar. Respirou fundo evitando agora olhar para ele.


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83 Re: Enfermaria em Ter Set 08, 2009 10:49 pm

Dr. Isaac Deacon

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A pele do curandeiro arrepiou-se completamente ao toque da garota. Aquilo era tão errado e... Tão fascinante. Excitante. Satisfativo. Poderoso. Algo que ultrapassava sua razão. Ouvir seu nome sussurrado por Angie daquela maneira era doce, mas a sensação amarga de ouvir o nome de Kaileena encobriu qualquer doçura do momento.

- Ela se chama Anabella, e não sei mais nada... Esqueça isso. Vá dormir. - agora ele força um sorriso, mas que aos olhos de Marina pareceu bem verdadeiro. - Vou te proteger durante a noite. Durma bem...

Ele se levantou da cama e deu as costas para Marina, segurando-se para não fazer nenhuma besteira... Mas era mais forte que ele. O curandeiro virou-se de volta para a direção de Marina, ajoelhou-se sobre a enorme cama onde ela se aconchegava e ficou bem próximo da garota. Ele fechou seus olhos e se aproximou do rosto dela, mais para cima, onde lhe deu um longo e cuidadoso beijo na testa. Depois desceu e deu dois beijos, um em cada uma das suas pálpebras delicadamente fechadas. Entre os beijos, ele dizia:

- Boa.... Noite..... Descanse......

Seu beijo então escorregou de seus lábios para os dela, feito mel. Ele a beijou com cuidado, respirou fundo o perfume que eles produziam juntos e sorriu.

- Até amanhã...

Deacon deu um abraço em Angie, um profundo e demorado abraço, onde depositou todos os sentimentos que sentia por ela. Sacando sua varinha, ele a sacode no ar, de onde saem feixes de luz dourados e estrelinhas brancas que se formam no ar, sobre Marina, como mini ovelhinhas pulando uma cerca menor ainda.

- Que coisa mais infantil... - ele ri de si mesmo.

A ilusão então torna-se uma grande partida de quadribol, onde todos os integrantes do time eram Marina. A ilusão silenciosa das jogadas de Marina e das Marinas torcendo nas arquibancadas iluminava o rosto da Marina de verdade, de modo que o quarto, já aconchegante, ficasse ainda mais ameno.

Deacon desceu da cama felino, pousou a varinha num criado-mudo ao lado de uma poltrona confortável. Com um manto de crochê antigo e verde ele cobre a si mesmo, colocando os pés em cima da poltrona e recostando o rosto em suas costas das mãos.

Ele passou a noite observando o sono de sua amada.... Gravando a calma respiração de Angie em sua mente atordoada por tantos acontecimentos doentios... E aquele som profundo e calmo, pausado e frequente, ficou gravado não apenas em sua mente, mas também cravado em seu coração.

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O sol subiu e era domingo, um dia tranquilo como sempre, mas era o dia da folga de Deacon. Ele se veste com roupas casuais e ficou cuidando de Slith. Era bem cedo, 6 horas da manhã. A noite seguira tranquila e ele estava aguardando, do lado de fora do quarto, Angie acordar. Ele anotava algo em um papel, quando um quadro veio lhe falar mal educadamente:

- O que aquela menina está fazendo no seu quarto até agora? - disse uma mulher de meia idade, com um rosto enrrugado e o nariz em pé, adornada por vestes magenta.

Deacon olha irritado para a pintura, fazendo uma curvatura em sua cintura, apoiando uma de suas mãos no encosto da cadeira, de modo que seu cotovelo ergueu-se.

- Sobre o que está falando? - disse, sorrindo.

- Sobre a Srta. Ângela. Não me diga que ficaram ouvindo música clássica a noite inteira!

- Na verdade, fizemos experimentos a noite toda. Eu estava ensinando umas poções para ela, longe de você, sua enxerida. Acontece que ela gastou muita energia e acabou dormindo. Aliás, eu não preciso ficar me reportando para você. Já falei com o responsável, você será removida daí na semana que vem, sua velha enxerida. Vai procurar um marido! - Deacon ri de sua própria fala.

- Não me venha com essa, você sabe muito bem quem me colocou aqui.

- Quem? Os aurores? Eu não estou nem aí... Não tenho nada a ver com o sumiço daquele chapéu. E você sabe disso. Tem me vigiado desde então. E... Bom, estou bem aqui.

- Mas não é só este crime que você pode cometer sob meus olhos.

Deacon ficou irritado. Aquele quadro era esperto, e ele tinha uma vontade enorme de arrebentá-lo e arrancá-lo de sua parede, quebrar a moldura em suas coxas e jogar tudo pela janela, colocando fogo depois. Ele se levanta e, com um semblante irritadiço, olhou profundamente nos olhos escuros da velhota.

- Está me acusando de alguma coisa? - diz ele, uma voz que meteria medo em qualquer um.

- Sempre. Fui feita para desconfiar.

- Escuta aqui, velha enxerida... O dia que você me vir cometendo um crime, você pode falar alguma coisa. Não me venha com historinhas idiotas. Eu não sou obrigado a ficar revelando todos os segredos de minhas poções para o Ministério. Eu e Angie passamos a noite treinando as habilidades dela, ela quer ser uma pocionista no futuro. E, no meu quarto, tenho minha privacidade para fazer o que eu bem entender... inclusive passar para meus aprendizes meus ensinamentos secretos. Então, vai procurar o que fazer. Hoje estou de folga e quero terminar estes relatórios que vencem prazo amanhã.

O quadro, contrariado, fica meia hora discursando sobre o relacionamento de alunos e professores, como deve ser, e Deacon continuava impassível, doido pra mandar um avada na caixola daquela velhota amalucada, terminando os relatórios que tinha que fazer, e esperando Marina acordar.

84 Re: Enfermaria em Qua Set 09, 2009 12:42 am

Marina Angela

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Respirou fundo para se controlar. Por sorte ele estava de costas e nada percebeu. Aquela não era a hora adequada para um diagnóstico precipitado. A cama era fofa e ela estava tão cansada. Desde que chegara da volta das férias não tivera uma misera e única noite sosssegada. A cama era quente, macia e aconchegante. Uma nuvem leve do perfume do curandeiro impregnava os lençois e a fizeram relaxar. A voz dele vinha cada vez mais de longe. Os olhos pesados. Aquele sonho outra vez. O sonho onde ele era carinhoso com ela.

O sonho onde Isaac beijava sua testa, seu rosto e acabava em seus lábios. Flutuava naquele conforto todo. A consciência cruzando o limiar da realidade. Tudo era mágico e lindo, e ela podia contar carneirinhos. O cuidado que ele demonstrava com ela era sem igual. Sentiu-se importante, amada e cuidada.

Adormeceu sentido os braços dele em torno a si e ouvindo um coração que pulsava forte e não era o seu.Uma poção do sono sem sonhos não teria sido mais eficaz. Dormiu fazendo jus ao apelido. Dormiu como uma anjo.



Acordou muito descansada, como a muito não lembrava acordar. O mundo era rosa e ela flutuava. Rosa? Aquele mundo a sua volta era verde e se assustou ao ouvir o bom dia que vinha de Slyth ao seu lado na cama.

Não podia precisar que hora vestira aquela camisa, mas pelo cheiro era de Deacon. Desceu descalça da cama, o cérebro tentando adequar sonho e realidade e pisando o macio tapete, foi a procura do seu protetor.

Ficou um tempo parada na porta do quarto, observando ele discutir com o quadro de uma velha senhora.



Aproximou-se pelas costas dele. Sentado ele ficava com os ombros a altura da cintura de Marina. E foi onde ela apoiou os braços para beijar o rosto macio, recem barbeado.

- Obrigado pela noite maravilhosa, eu posso dizer com certeza que foi inesquecível. - Abraçou forte e aproveitando o espaço entre ele e a escrivaninha, sentou lateralmente no colo dele por um momento. Os olhos brilhando de felicidade, os braços no pescoço dele e a camisa folgando no corpo feminino. - Mas eu preciso te dizer uma coisa - agora uma nevoa cobriu a sua expressao e o olhar se tornou frio - isto é uma despedida Isaac. Meu pai vem ainda hoje me buscar. Ele ficou sabendo do que anda acontecendo aqui e não vai mais permitir a minha permanencia nesta escola. - Agora as lágrimas corriam pela face da garota, e diante do olhar atônito do curandeiro, selou os labios que se abriam em um protesto, com um cálido beijo e recolhendo suas roupas, troucou a camisa com magia, atras de um dos biombos e saiu sem olhar para tras. Seu coração estava sangrando. Ao menos levaria lembranças quentes da noite passada.


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85 Re: Enfermaria em Qui Set 10, 2009 9:45 pm

Eduardo Salrum


Eduardo chega correndo na enfermaria com as mãos na barriga , vem correndo derrepente escorrega e cai no chão se levanta rapidamente e consegue ver o Dr. Isaac
corre até ele então quando ele vai falar o que ele está sentindo , vomiita nos pés do Dr. Isaac , ele tenta se virar e acaba acertando um pobre que estava numa maca deitado do seu lado .
Então deipois de o mais logo 1 minuto de sua vida ele parou de vomitar então disse ele
" Desculpe Dr. Isaac eu não consegui segurar , foi um desagradavel acidente!!!
Então o garoto abaixou sua cabeça com vergonha do que tinha ocorrido não propositalmente . pale

86 Re: Enfermaria em Seg Set 21, 2009 10:32 am

Petrick Stamberlee

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OFF: vindo da batalha da floresta proibida

ON:
Revinos e sibytus após da grande batalha contra o mascarado, que na verdade era ninguém mais e ninguém menos que a demonia, endiabrada, maligna detestavel Satrissa Lautrec o dragão mais velho da Grã-Bretanha segundo seus pensamentos de ódio, o que seria dele agora? sem Satrissa para encher o saco não teria mais graça, quem mais ele pertubaria além dela? quem mais ele enfeitiçaria xicaras e outras coisas para morder o nariz além dela? quem? Ninguém, isso era um choque, teria que arrumar outro professor ou professora para enfernizar, no fundo ele estava um pouco trizte, mais isso era o que menos importava agora, pois Anabelle precisava de cuidados médicos do Dr. Deacon.

-Doutor Isaac! precisamos de sua ajuda, Anabelle foi estuporada pela professora Lautrec... Quer dizer, pela velha desgramada. Dizia ele enquanto colocava Anabelle com cuidado em uma das camas da enfermaria com ajuda de Sibytus que ajudará a traze-lá.

87 Re: Enfermaria em Seg Set 21, 2009 11:17 am

Charlotte Smith

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Charlotte estava incrédula... Seguiu para enfermaria sem quase conseguir segurar a varinha... Suas mãos tremiam, talvez não fosse pelo medo, é claro que tinha tido muito medo naquela floresta... Mas não tinha como acreditar, não conseguia engolir essa história.

Sibytus e Revinos com Annabele por entre os braços, Marina e ela mantendo a outra garota em pé... A maca mais próxima estava vazia e antes que Isaac viesse, Charlotte a amiga ajudaram a refém a sentar-se... Os olhos da menina que a pouco tinha uma varinha no pescoço eram assustadores, o desespero a fazia sentir pena, primeiro por lembrar o quão terrível era estar com o monstro, segundo por ter certeza de que a garota não teria a mínima chance.

O curandeiro apareceu como esperado, e antes que ele perguntasse alguma coisa Charlotte já foi resumindo a tragédia.

–A Satrissa é o torturador!

88 Re: Enfermaria em Seg Set 21, 2009 11:30 am

Petrick Stamberlee

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Charlotte e Marina colocavam a refem em uma maca enquanto Dr. Isaac vinha de algum comôdo da enfermaria com seu jaleco branco acompanhado de equipamentos medicinais
antes mesmo do curandeiro falar algo Charlotte já fora logo ao assunto.

–A Satrissa é o torturador!

-E eu nem me surpeendo com isso, ano passado ela já fazia coisas desse tipo mesmo com alguns alunos, deveriamos ter percebido que foi ela, mais quem perceberia que uma mulher toda certinha, muito puxa saco do ministró e muito egossentrica fária uma coisa dessas? Nem acreditei quando a vi depois de quebrarem a mascara.

-Mais ainda bem que o professor Shinta apareceu pra dar uma boa surra nela, nem deu tempo deu falar umas coisas na cara dela que eu estava louco para falar. Dizia ele olhando para Charlotte com intenção de lembrá-la da noite de festa de fogos.

89 Re: Enfermaria em Seg Set 21, 2009 12:23 pm

Charlotte Smith

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Charlotte ouvia tudo o que Revinos dizia, realmente não havia sentido naquilo tudo... Se lembrava momentaneamente das ultimas palavras ditas pela professora antes de ser arrastada por Shinta, algumas peças faltavam naquele quebra-cabeça.

-Tudo bem que a Satrissa não é um mar de rosas, mais machucar os alunos... Assim, do nada? Ela me parece muito inteligente pra ser tão psicótica. Respondeu ao garoto. -Talvez tenha mais coisa que a gente não saiba... O que não muda o meu desejo de vê-la tomando cházinho com um dementador.

90 Re: Enfermaria em Seg Set 21, 2009 12:46 pm

Petrick Stamberlee

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-Tudo bem que a Satrissa não é um mar de rosas, mais machucar os alunos... Assim, do nada? Ela me parece muito inteligente pra ser tão psicótica. Talvez tenha mais coisa que a gente não saiba... O que não muda o meu desejo de vê-la tomando cházinho com um dementador.

-E olha só a Satrissa não ira deixar de ser professora em Azkaban.

Revinos começara a imitar a professora falando francês.

-Erra pode ensirna os dementadorres a falar frarrancês enquarranto tomam chárrazinho!

-É mais facil ela sugar a alma deles do que eles a dela.

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