Venha ser um bruxo e jogar RPG no mundo de Harry Potter! Vagas ilimitadas!


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Enfermaria

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1 Re: Enfermaria em Sex Jul 03, 2009 5:05 pm

Charlotte Smith

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Professora de Hogwarts
Professora de Hogwarts
Mais uma vez seguia pra enfermaria, mas pela primeira vez era por sua causa, a toalha que estancava os cortes na mão direita já estava praticamente vermelha, e ela se desesperou, nunca havia gostado muito de sangue ainda mais quando era o seu...

Da última vez que falou com Deacon a conversa foi mais acalorada do que deveria, cheia de entrelinhas, mas agora ela só queria pegar um curativo e ir embora. Antes aquele que era o único responsável pela Sonserina, já que Denniele não cumpriu o seu papel decentemente, agora era o mais odiado por ela, de tudo o que aconteceu metade era culpa dele, os outros cinqüenta por cento se dividia entre os outros, aquele sangue-ruim do Wise não era capaz nem de abrir uma porta com um feitiço... Já o curandeiro era diferente, poderia ter evitado se quisesse... Mas na ultima conversa que tiveram ele deixou claro que tinha planos para Hogwarts e agora todos podiam ver qual era.

Ela bateu firmemente na porta e já foi entrando, não devia respeito a ele mesmo, assim como ele não respeitou sua casa não respeitou nada... Pra falar a verdade nem queria olhar para aquela cara estragada dele, nem respirar o mesmo ar, mais ele era o responsável pelo cargo de curandeiro e ela ainda fazia parte daquela escola. Charlotte sentou-se em uma maca e esperou que ele aparecesse, só não foi ela mesmo pegar os curativos porque a última coisa que ela precisava nessa vida era de uma detenção.

2 Re: Enfermaria em Sex Jul 03, 2009 6:15 pm

Ctaaciug Xyeetnuut

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Professor de Hogwarts
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Off:Vindo dos Aposentos da Professora Satrissa L. Lautrec

On:Vindo ele pelos corredores em busca da biblioteca, ao passar pela enfermaria, seu "sentido de aranha" o alertou, bem na verdade ele viu a porta aberta, e quando olhou de relance e curiosidade, seu coração gelou.

Seu primeiro, seu continuo amor, estava lá e parecia ferida.

Ele entra na hora, e vai direto para a maca onde ela está, ele vê a toalha vermelha e fica preocupado se alguma artéria ou veia foi atingida.

-Onde está o curandeiro? Pensa ele.

Ele tira a toalha e pega o pano mais limpo que ele tem acesso, uma parte de sua camisa de seda, do interior do robe, que ele havia trocado agora, ele rasga um pedaço e pressiona o ferimento, e levanta a mão indicando que não era a hora de conflito.

Ele diz para ela.

-Repete comigo Charlotte.

"-Eu não tenho medo

-O medo nubla a mente

-Medo é a pequena morte que trás a total destruição

-Eu vou encarar meu medo.

-Eu vou permitir ele passar por sobre mim e ao meu lado.

-E quando ele passar, eu vou olhar e ver seu caminho.

-De onde o medo se foi, não há nada.

-Apenas eu permaneço"


Ele fez isto para distrair a mente dela, da dor e da visão do sangue, agora que o curandeiro já está chegando.

3 Re: Enfermaria em Sab Jul 04, 2009 10:40 pm

Dr. Isaac Deacon

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Deacon estava no banheiro e, quando saiu, viu que sua ajudante ainda não havia chegado, e ainda por cima havia dois alunos ali para ele atender, como se ele não tivesse mais o que fazer...

Ele escutou aqueles versinhos do menino, ele não se lembrava de que casa o garoto era antes que acontecesse aquela aberração criada pelo Ministério, mas tinha certeza absoluta que ele não era sonserino. Tombando a cabeça para o lado, ele vê a garota, Charlotte Smith, uma sonserina muito determinada e graciosa, de beleza incomparável e bem esperta.

O curandeiro parou na porta do banheiro e recostou-se ali, os ombros tocando a madeira do portal da porta.

- Garoto, algumas palavras mágicas geralmente tiram a dor, mas essas palavras não formam esse verso todo - Deacon respira fundo e vai até Charlotte. Ele a acaricia no rosto, bem de leve, segurando a cabeça da garota, a aproxima dela e dá um beijo em sua testa. - Deixe-me ver... - disse, olhando o ferimento embrulhado na toalha, sacando a varinha. Ele olha para Ctaaciug. - É episkei a palavra... - uma fina linha de luz saída da varinha de Deacon passa sobre o ferimento da garota. - Depois te ensino, garoto.

Deacon dá um sorriso frouxo, transparecendo mais cordialidade do que felicidade em si.

4 Re: Enfermaria em Seg Jul 06, 2009 5:55 am

Charlotte Smith

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Professora de Hogwarts
Professora de Hogwarts
Off: Considerando que é antes do acontecimento no três vassouras.

On:

Ela segurava a toalha firme nas mãos e sentia o ardor dos ferimentos cada vez mais intensos, não era nada terrivelmente insuportável mais ainda sim doía. Da porta de entrada ela viu surgindo Ctaaciug com uma expressão meio que de preocupação, ele se aproximou dela e tomou a mão ferida cuidadosamente deixando-a curiosa com o gesto, estava esperando para ver o que ele ia fazer.

Com um movimento exagerado o garoto partiu um pedaço do tecido de sua camisa de seda, e ela não acreditou que ele havia estragado uma camisa por aqueles cortes superficiais que se curavam facilmente, ainda mais que o tecido se tratava de uma seda pura e linda.

–Ct... Porque você fez isso seu doido? O curandeiro já deve ta vindo!


-Repete comigo Charlotte.

"-Eu não tenho medo

-O medo nubla a mente

-Medo é a pequena morte que trás a total destruição

-Eu vou encarar meu medo.

-Eu vou permitir ele passar por sobre mim e ao meu lado.

-E quando ele passar, eu vou olhar e ver seu caminho.

-De onde o medo se foi, não há nada.

-Apenas eu permaneço"

Ela não pode deixar de sorrir e achou indelicado não retribuir a preocupação, mesmo que não acreditasse em uma só palavra, repetiria mesmo assim.

–Eu n...

Mais que rapidamente sua expressão mudou quando Deacon entrou na sala, foi tão automático e visível para Ctaaciug que ele percebeu no ato. Ele se dirigiu até ela, e ela sentiu vontade de vomitar em cima dele, ainda mais quando em um gesto ousado demais para a liberdade que ela havia lhe dado, o homem que poderia ser seu pai beijou-lhe a testa... Ela sorriu o sorriso mais doce que tinha como se tivesse adorado, suspeitava desde o principio que o curandeiro preferia as mais novinhas... Bem novinhas por sinal.

Com simples movimento na varinha Deacon deu um jeito nos cortes, como se fosse um vaso quebrado.

–Exímio como sempre curandeiro! Devagar Charlotte foi se levantando da maca e com um sorriso no rosto se dirigiu até o curandeiro e o abraçou em sinal de agradecimento. –O que seria de Hogwarts sem você não é mesmo?

Depois de certificar que a mão realmente estava sem nenhum corte, ela começou a falar...

–Esses feitiços são realmente muito bons! Volto a repetir que você é o mais poderoso bruxo daqui, quem sabe um dia você não me ensine algo, ficaria honrada se fosse meu mestre... Disse espontaneamente, ou quase!

–De qualquer modo obrigada! Que bom que a liga Comunal ainda tem direito a enfermaria... Bom... Que seja, espero não passar por aqui tão cedo, pelo menos não por esse motivo... Ela insinuou a mão que havia acabado de ser curada. –Nos vemos por ai, e você ainda deve aquela visita aos antigos sonserinos... Até! Ela se despediu com uma piscadela e saiu acompanha de Ctaaciug, quase convencendo ela própria de que gostava daquele saco de lixo orgânico que é o curandeiro.

5 Re: Enfermaria em Seg Jul 06, 2009 6:53 am

Ctaaciug Xyeetnuut

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Professor de Hogwarts
Professor de Hogwarts
Dr. Isaac Deacon escreveu:- Garoto, algumas palavras mágicas geralmente tiram a dor, mas essas palavras não formam esse verso todo - Deacon respira fundo e vai até Charlotte. Ele a acaricia no rosto, bem de leve, segurando a cabeça da garota, a aproxima dela e dá um beijo em sua testa. - Deixe-me ver... - disse, olhando o ferimento embrulhado na toalha, sacando a varinha. Ele olha para Ctaaciug. - É episkei a palavra... - uma fina linha de luz saída da varinha de Deacon passa sobre o ferimento da garota. - Depois te ensino, garoto.

Deacon dá um sorriso frouxo, transparecendo mais cordialidade do que felicidade em si.

-Grato por suas palavras, e se me honrar com seu conhecimento mais grato ficarei.

E aguarda em silêncio, até a saida de ambos da enfermaria.

Off:[Para a biblioteca]

6 Re: Enfermaria em Seg Jul 06, 2009 9:53 am

Robert de Boron

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Professor de Hogwarts
Professor de Hogwarts
*Post atemporal referente ao banquete de boas vindas*

Robert acorda em uma grande sala com outras camas ao lado ele já havia estado ali antes, era a enfermaria ao olhar para o lado ele ve o curandeiro e a professora,
No desmaio do banquete principal, Robert teve um sonho. Ao acordar, lembrou-se apenas de alguns fragmentos quando tentar se levantar sentiu uma grande tontura a dor que sentiu havia passado.


- O que foi que aconteceu não era aqui que eu estava antes.

O curandeiro e a professora o olharam com um olhar de expanto
Será que eu estou ficando louco ou era só um sonho - Pensou ele logo ele começou a contar o que havia visto.


-Robert você nunca saiu daqui logo que desmaiou você foi trazido pra cá, deve ter cido um sonho só isso

-Ai minha cabeça, esse foi o sonho mais real que já tive

-E qual foi esse sonho?

- eu estava estava jogado no chão, imundo, estava em um lugar desconhecido, ao fim de um lugar muito comprido e mal iluminado. Altas colunas de pedra entrelaçadas com cobras em relevo sustentavam um teto que se perdia na escuridão, projetando longas sombras negras na luz estranha e esverdeada que iluminava o lugar.


-Também tinha um homem ele estava de costas parapra mim, distante. Ele usava uma capa negra e chapéu cônico na mesma tonalidade, olhava um pergaminho velho em suas mãos, um pergaminho que tinha manchas escuras e desconexas, ele parecia ler alguma coisa mas eu não vi o que exatamente.


Robert olhava fixamente para Deacon e para a professora o olhar dos dois continuavam os mesmos ainda sentindo um pouco de tontura ele fecha os olhos e respira profundamente.


------------------------------------------------------------------------------------
NARRAÇÃO
PENSAMENTOS
FALAS
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7 Re: Enfermaria em Qua Jul 08, 2009 5:01 pm

Dr. Isaac Deacon

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*** Post atemporal referente ao Banquete de Boas Vindas

OFF

Observação: A professora Coutier continou no salão principal.

ON

O curandeiro foi levando o garoto para a enfermaria, acompanhado de trezentos alunos que estavam preocupados com o colega.

- Se afastem, acalmem-se, esperem...

O garoto estava deitado e Deacon fez os exames, passando a varinha sobre o garoto, medindo os sinais vitais, soltando algumas fagulhas verdes sobre o garoto, tentando reanimá-lo... Até que, demorou um pouco, mas o garoto acordou, e parecia assustado. Falou sobre um sonho e...

Ao terminar de contar o sonho, Deacon ficou com o rosto verde. Ele sabia exatamente o lugar do qual o garoto estava falando... Mas o menino devia estar delirando de febre. Deacon olhou para os lados, pensando no que dizer, e finalmente encontrou palavras.

- E... Você já esteve nesse lugar? - perguntou o curandeiro, aproximando-se do garoto e olhando-o bem nos olhos, interessadíssimo na resposta que o garoto daria.

8 Re: Enfermaria em Qua Jul 08, 2009 5:13 pm

Dr. Isaac Deacon

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O curandeiro ficou um pouco envergonhado com os elogios de Charlotte.

- Não se preocupe!! Estou fazendo meu trabalho, faço com muito gosto! Se você sentir tontura por causa da falta de sangue, me avise, sim? Tome essa poção, para melhorar. Coma muito chocolate, acho que tenho uns sapos por aqui...

Deacon remexeu a gaveta, mas sua ajudante enfermeira chegou e lhe deu um olhar muito depreciativo, como se olhasse um velho avô dando doces demais para uma criança.

- É, eu acho que vai ter que ficar só com a poção mesmo - disse, envergonhado com a presença de sua ajudante, desistindo da idéia dos sapos de chocolate e entregando para Charlotte um pequeno vidrinho com um líquido viscoso e roxo dentro. - Tome um gole depois que você descer a terceira escada do dia. Não ficará mais tonta.

A enfermeira vai cuidar de seus afazeres e Deacon olhava para os garotos.

- Depois podemos combinar, ensinarei com prazer... - disse, tentando esconder o desgosto que sentiu de si quando Charlotte disse "O que seria de Hogwarts sem você não é mesmo?".

Deacon despediu-se dos garotos e fitou a porta, viajando em seus pensamentos. Ele precisava fazer algo para que a sonserina reinasse em Hogwarts, sozinha, linda e soberana como aquela garota.

- Doutor Deacon?

Deacon dá um pulo de susto e volta-se para a enfermeira, com a mão no peito.

- Quer me matar do coração? Sua doida!

- Desculpe, doutor, não foi a intenção - disse a mulher, morrendo de rir da reação do curandeiro. - Só queria te perguntar a que horas a Srta Ângela chega. Preciso de ir em Hogsmeade resolver uns assuntos...

- Já sei disso, mulher! Me falou isso durante toda a semana! Ela deve chegar logo, não se preocupe... Você já terminou de olhar os prontuários que eu pedi?

- Sim, estão em sua gaveta.

- Certo, vou ao corujal, me cubra, ok? - disse Deacon, e a enfermeira afirma positivamente com a cabeça.

Ele vai até sua gaveta bagunçada e pega uma quantidade grande de envelopes.

- Nossa, que monte de coisa... Não prefere que eu leve ao correio coruja para você mais tarde?

Deacon olha para aquela quantidade de, mais ou menos, dez envelopes em suas mãos e depois olha para a enfermeira. Não, ela não era confiável.

- Não, obrigado, envio do corujal mesmo. Até mais.

O curandeiro vai até o corujal e envia suas cartas em diversas corujas, quase acaba com todas disponíveis na escola, e depois retorna para a enfermaria.

9 Re: Enfermaria em Qua Jul 08, 2009 5:37 pm

Robert de Boron

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*** Post atemporal referente ao Banquete de Boas Vindas

O curandeiro olhava fixamente para Robert e lhe fez uma pergunta um tanto curiosa

Citação de Deacon
- E... Você já esteve nesse lugar?

-Robert olhou a expressão que o curandeiro fazia,- Por que ele estaria tão interessado – Pensou Robert que logo após se pões a falar-Não.

Robert sentiu sua cabeça rodar e seu estomago virar pra lá e pra cá.

-Eu nunca estaria em um lugar que eu não me lembra-se mas por que o interesse e não adianta falar que não esta interessado por que esta cara já te entrega senhor Deacon, mas não nunca estive lá a não ser nesse sonho esquisito, olha peço que ninguém fique sabendo desse fato não quero ser tachado como o garoto maluco de Hogwarts ok, e vença quando eu vou ter alta não gosto de ficar deitado por muito tempo só na hora de dormir e olhe lá

Robert fica olhando para Deacon.

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NARRAÇÃO
PENSAMENTO
FALA

10 Re: Enfermaria em Qua Jul 08, 2009 5:56 pm

Dr. Isaac Deacon

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A tensão era sensível ao toque: palpável. O curandeiro esperava tanto por aquela resposta do garoto que se agarrou naquela palavrinha tão pequena para algo que parecia tão grande para o Curandeiro: "Não". O curandeiro respira fundo.

- Bom, então não temos com o que nos preocuparmos. Foi realmente apenas um delírio febril - Deacon parecia aliviado quando o garoto continuou falando. Ele ouvia cada palavra dele... Seu rosto condenou seu interesse repentino no sonho do garoto, mas ele ainda mantinha-se impassível, e respondeu o garoto em tom profissional, enquanto retirava as luvas cirúrgicas com um barulho plástico audível - Eu estava interessado em saber se você esteve lá pois alguns poucos bruxos na puberdade geralmente têm acessos de visão futura... e você podia ser meu objeto de estudo.

O curandeiro virou seu rosto de um modo sombrio para o garoto e pausou o olhar sobre o rosto do menino. Depois, contrastando com a imagem anterior, ele solta um sorriso.

- Estou brincando! Ninguém saberá deste fato... Não por mim... Mas te digo que você chamou a atenção no salão... Quer dizer, a professora chamou a atenção do salão para você quando ela me chamou aos berros pra te socorrer - Deacon vai até o armarinho de poções e retira um pequeno vidrinho com uma poção roxa e viscosa. Ele lança um olhar piedoso ao garoto e pega mais dois vidrinhos, receoso de que outros episódios acontecessem, entregando para o garoto os tres vidrinhos. - Um deles você vai tomar agora. O outro, você vai tomar depois que você descer a terceira escada do dia. O outro você vai guardar pra tomar quando estiver passando mal novamente. Se precisar de mais, venha aqui buscar. Você já está liberado.

O curandeiro sorri e diz:

- Quer uma dica? Diga que estava no banheiro.

Isaac deu uma piscadela amiga para o garoto.

11 Re: Enfermaria em Dom Jul 12, 2009 6:14 am

Marina Angela

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Mas porque é mesmo que esse castelo tinha de ter tantas escadas com tantos degraus? Se até mesmo os trouxas já tinham inventado escada rolante e elevador? Mistérios de Hogwarts. A ansiedade a fazia ofegar pelos degraus.

Chegou finalmente no corredor da enfermaria, e enquanto cumprimentava alguns quadros já conhecidos seus, aproveitava para regularizar a respiração.

Apoiou a mão sentindo a madeira envelhecida, já tão intima sua. A porta estava só encostada e cedeu silenciosamente ao peso do corpo da garota. Ela inalou o aroma característico das poções e respirou fundo enquanto entrava. Não sabia como encontraria o curandeiro, pois ele nem olhou para ela durante o jantar de boas vindas. Estaria o estágio ainda de pé ?

O vulto na escrivaninha, de costas para a porta, recortado pela luz dos últimos raios de sol que entravam pelo vitral, lhe era absolutamente familiar. Uma alegria infantil tomou conta dela ao reconhecê-lo. No seu passo de felino se aproximou o suficiente, parando atrás da cadeira. A cabeça apoiada nas mãos indicava que ele estava pensativo. Podia até mesmo parecer desesperado.Mas não podia ver direito naquela parca iluminação.

Não contendo mais a saudades do amigo e o desejo de desabafar sua tristeza pela perda da sua amada casa, abraçou ele pelas costas, apertando forte e fechando os olhos, enquanto apoiava a cabeça em seu ombro.

- Boa noite doutor - o aroma da loção pós barba invadindo suas narinas.


_________________

12 Re: Enfermaria em Seg Jul 13, 2009 10:59 pm

Dr. Isaac Deacon

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Deacon estava resolvendo um jogo trouxa esquisito, chamado Sudoku, pensava no que o fazia crer que o um era bem no centro do tabuleiro, estava de lado para a porta, mas extremamente concentrado no que fazia, tão concentrado que não vira a entrada leve e silenciosa de sua paciente favorita: Marina Ângela.

A garota o toca pelas costas, dando-lhe um abraço, Deacon fica envergonhado e sorri, sua mão fica suspensa no ar, ainda segurava a pena com a qual ele resolvia o "puzzle", e aquela mão estava parada ali, surpresa, sem entretanto tocar o braço de Marina.

O corpo do curandeiro arrepiou-se todo. Ninguém nunca havia lhe tocado daquela maneira. Marina significava muitas coisas para ele e, uma delas, era seu contato físico com garotas. Sim, com garotas, porque ele, em matéria amorosa, era apenas um garoto e, ainda por cima, um garoto tímido. Obviamente que Deacon tinha suas necessidades e colocava Marina em seu pedestal particular, mas tinha medo de que ela atrapalhasse seus planos futuros. Entretanto, como o futuro à Merlin pertence, Deacon faz um pedido à Merlin que lhe mantesse com os pés no chão.

Deste modo, a mão do curandeiro, que estava à meio caminho do toque no braço de Marina, finalmente alcançou seu destino, tocando-a com carinho. A mão do doutor estava quente.

- Oi, Angie! Achei que não vinha mais! - ele retirou os braços dela de si, com cuidado. - Você estava jantando?

O médico vira-se na cadeira, olhando a garota nos olhos, naqueles olhos intensos onde ele tanto gostava de se perder. O doutor abre uma de suas gavetas da escrivaninha e retira um embrulho de presente.



- Abra - disse, e um faiscar podia ser visto timidamente no fundo de seus olhos sempre azuis.

Ao abrir o pacote, Marina pôde ver lá dentro vestes da mesma tonalidade das do curandeiro. Eram as vestes que ela usaria durante o estágio. Havia três peças no total, uma para cada dia.

- Eu mesmo fui comprar... Acho que te cabem - Deacon puxa Marina pela cintura, como se medisse a garota, e faz cócegas ali. - É, acho que cabe - ele ria como um bobo, vendo a garota se esquivar das cócegas. Sorria facilmente com seu sorriso. - Vá se trocar, use o banheiro...

O curandeiro levanta-se da cadeira e vai até o armário de poções, possivelmente para começar a explicar algo no estágio novo de Marina.

13 Re: Enfermaria em Ter Jul 14, 2009 10:39 am

Robert de Boron

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*** Post atemporal referente ao Banquete de Boas Vindas

Robert achou estranho ao ver a tensão do Curandeiro quando Robert respondeu algo que pareceu não o agradar, Deacon respirou fundo pareceu um tanto "irritado" e logo se pos a falar com Robert

- Bom, então não temos com o que nos preocuparmos. Foi realmente apenas um delírio febril
Robert se preocupou em responder rapidamente ao que Deacon lhe dizia ele queria sair dali o mais rapido possivel.

-Realmente deve ter sido só isso mesmo doutor

- Eu estava interessado em saber se você esteve lá pois alguns poucos bruxos na puberdade geralmente têm acessos de visão futura... e você podia ser meu objeto de estudo.

Robert estranha o modo com que Deacon o olha nunca havia visto algo assim antes.

-Ainda bem que isso não acontece comigo doutor


- Estou brincando! Ninguém saberá deste fato... Não por mim... Mas te digo que você chamou a atenção no salão... Quer dizer, a professora chamou a atenção do salão para você quando ela me chamou aos berros pra te socorrer

Deacon vai até um armarinho e pega algumas frascos de poções roxas e de uma aparencia nada agradavel e as entrega a Robert

- Um deles você vai tomar agora. O outro, você vai tomar depois que você descer a terceira escada do dia. O outro você vai guardar pra tomar quando estiver passando mal novamente. Se precisar de mais, venha aqui buscar. Você já está liberado.

Robert abre um dos frascos e toma, assim que coloca na boca o gosto ruim quase o faz cuspir a poção mas se o fizesse ele teria que tomar outra novamente.

-Que gosto ruim e vem cá qual é seu problema com a terceira escada do dia?

Robert já se sentindo melho se levanta e se dirige a saida


- Quer uma dica? Diga que estava no banheiro.


-Concerteza vou dizer mas duvido que acreditem nisso depois do escanda-lo que a professora fez eu acho dificil alguém acreditar mas vou tentar. Obrigado senhor Deacon.


Robert sai da enfermaria e se escora na parede rapidamente sentindo um grande alivio por sair daquele lugar.

-Cara eu sei o que eu vi, ou quase, mas delirio não foi, eu tenho que tomar cuidado com as minhas visões e controla-las se esse cara souber que eu posso ver o futuro ou o passado eu vou acabar servindo de cobaia pra ele e isso eu não vou permitir.

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TENTAR SEMPRE
ERRAR TALVEZ
DESISTIR JAMAIS

14 Re: Enfermaria em Qui Jul 16, 2009 10:35 pm

Dr. Isaac Deacon

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* Post Atemporal Referente ao Banquete de Boas Vindas *

- Como assim meu problema com a terceira escada do dia? - ele sorri para o garoto. - Este é o modo de uso da poção, ela atua quando você muda de altitude, mesmo que seja pouca...

O curandeiro se despede do garoto com um sorriso tenso.

15 Re: Enfermaria em Sex Jul 17, 2009 11:36 pm

Marina Angela

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- Oi, Angie! Achei que não vinha mais! - ele retirou os braços dela de si, com cuidado. - Você estava jantando?

- Estava, pensei que você tivesse me visto no salão, afinal eu não tinha como não estar presente – toca o distintivo que agora usava sempre preso na roupa, procurando não deixar transparecer na voz o quanto ficara chateada por ter sido ignorada. – Só ela sentira saudades. Afinal ela era apenas mais uma entre todas as Sonserinas que estavam sempre em volta dele, e na verdade nem Sonserina era mais. - Pensou consigo mesma em mísera fração de segundos. Ele não parecia tão satisfeito em vê-la, uma vez que se demorou a corresponder o abraço espontâneo dela, e quando o fez, foi com um leve toque no braço.

- Porque ela sempre fazia tudo errado com ele??? – Pois toda a vez que agia por impulso, e isso parecia ser uma constante quando perto dele, sempre o deixa constrangido, e isso era visível.

Supreendendo-a mais uma vez, ele tira um pequeno e lindo pacote de presente da gaveta.


Lembrou do piccolo regalo de natal que enviara. Ainda na sabia se ele apreciara ou não. - Seria uma retribuição? – Não deixava de ser porque afinal ele tinha usado o tempo das suas preciosas férias para sair e comprar uniformes para ela. Os olhos logo ficaram rasos d’água pela atenção dele e ainda equilibrando a caixa na mão, enquanto se esquivava das cócegas dele, abraçou o curandeiro com um imenso sorriso no rosto.

- Obrigado Isaac pulava animada e o abraçava para que seus gestos dessem ênfase as palavras, o pacote e os uniformes entre eles, enquanto ela beijava afetuosamente o rosto do homem a sua frente. Em ato continuo rumou para o banheiro de onde o vira sair uma vez.

Entrou ofuscada pela claridade ali dentro, as chamas acendiam sozinhas pelo jeito. O lugar era simples, até mesmo despojado, mas o grosso tapete branco do chão era um contraste lindo ao piso verde ardósia. Encostou o corpo na porta e ainda segurando as roupas, correu os olhos pelo ambiente.

(Sr. narrador , poderia descrever o ambiente por favor ?)

Nem precisou de magia para trocar de roupa, tamanha era sua ansiedade. Prendendo os cabelos, dobrou suas roupas cuidadosamente e aspirando uma última vez o perfume dele, que estava impregnado em cada canto do lugar. Saiu para esperar aprovação do curandeiro, ele realmente tinha um olho clinicamente correto e uma memória incrível das suas medidas. O tom moreno recentemente adquirido contrastando com o azul claro da roupa.








- Então Isacc ? Aprovado? – questionou enquanto transformava o corredor da enfermaria em uma mini passarela e brincando de top model desfilava fazendo caras e bocas. Para logo se dirigir ao armário cheio que poções que estava olhando. Parou para apreciar com se uma obra de arte fosse. O conjunto de frascos lhe era familiar e tentou ler alguns nomes. Sabia como preparar a maioria delas, mas não fazia a mínima idéia de como e quando usá-las.

Todas aquelas novidades acabaram por fazer Marina esquecer por uns momentos, sua tristeza causada pelo novo modo de dividir os alunos.


_________________

16 Re: Enfermaria em Qua Jul 22, 2009 10:39 pm

Dr. Isaac Deacon

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Deacon aguarda Marina trocar-se.

A garota olha o banheiro, que era ligeiramente pequeno, bem organizado e limpo. Não era o banheiro dos pacientes, era o banheiro de Isaac. A única coisa fora do lugar era o espelho, que estava entreaberto e demonstrava um armarinho cheia de potes de perfumes masculinos, escovas de dente e aparelhos de barbear. Era um típico banheiro trouxa. Um vaso bem posicionado, uma banheira colada à parede com uma janela alta e pequena, a cortina do box estava entreaberta, demonstrava temas verde pastel misturado com branco em um mosaico com quadradinhos de cima a baixo. A Marina refletida no espelho deu uma piscadela para a Marina de carne e osso. O banheiro era muito limpo e seco, havia um armário debaixo da pia, onde provavelmente ele guardava itens comuns de banheiro.

Quando Marina surge de volta ao recinto, Deacon quase perde o ar. Ela estava linda naquela roupa e lhe dava pensamentos pervertidos. Ele já estava quase assumindo mentalmente o que sentia por Marina, mas estava complicado aceitar aquele sentimento.

"Deacon, seu idiota... Acalme-se!" - pensava. Ele aplaude a garota.

- Está linda! Linda como uma pluma azul de uma ave... azul. Hahaha, não sou bom com poemas! - ele sorri, e olha para sua garota curiosa nas poções dentro do armário. Seu olhar azul acompanha o verde dela. - Marina, estas poções são muito potentes. Já ouviu falar na poção polissuco? Obviamente que já, conhecendo sua mãe... Bem - ele agaixa-se, fazendo um movimento com a mão para que Marina o acompanhasse. - Sabe, Angie, eu sempre fui da seguinte idéia... - o curandeiro, sem pedir licença, acaricia os cabelos longos de Marina, que agora estavam presos para o início dos trabalhos. Ele a olhava nos olhos, explicando o que ele costumava fazer - Temos que experimentar para saber do que as poções são feitas. As características físicas, tais como odor, cor e textura, são essenciais para a identificação de uma poção, mas, além da visão, do olfato e do tato, não há nada como o paladar para nos acusar do que as poções são feitas... E só comer os ingredientes não é suficiente.

Deacon estava partilhando com Marina seu segredo essencial: era como cometer o pecado original - onde ele e ela dividiam uma maça saudável e bela, suculenta, que haviam acabado de retirar da árvore do conhecimento do bem e do mal, e o faziam escondidos de todos. Para ele, que era considerado um grande mestre de poções, aquilo era o que o diferenciava dos outros profissionais. Aprendera ele com outra pessoa? Talvez sim, talvez não, o que importava era a qualidade da lição.

Com cuidado, ele pega, com uma mão, um fio de cabelo solto de Marina e, com a outra, o frasco que tinha da poção polissuco. Eles estavam sozinhos na enfermaria e ele dá um sorriso maroto, onde Marina pôde ver claramente que ele estava prestes a fazer uma tranquinagem, em seus olhos flamejava o fulgor de uma criança muito travessa.

- Venha cá - ele seguiu com Marina para sua mesa, selou o armário de poções com uma magia única e colocou em dois frascos um pouco da poção. Em uma delas, colocou o cabelo de Marina. Em outra, colocou seu próprio cabelo.

O líquido que parecia lama, ao tocar nos cabelos de ambos, fumegou e espumou, depois, a de Deacon tornou-se completamente preta, enquanto a de Marina, ficou num pérola muito marcante. Deacon dá um sorriso brincalhão.

- Vamos? Juntos! - ele ergue a poção pérola de Marina e deu a poção negra dele para ela. - No três. Um... Dois... Três!

Deacon, juntamente com Marina, Beberia a poção de uma golada só.

17 Re: Enfermaria em Qui Jul 23, 2009 12:13 am

Marina Angela

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O modo como ele olhava para ela quando saiu do banheiro/vestiario a levou a ter pensamentos confusos. Estava sendo boba, mas podia jurar que ele a olhava com um pouco mais de interesse, do que o meramente mentor e aprendiz. Mas claro que isso era apenas o reflexo de seus próprios pensamentos. Uma certeza ela tinha: ele era especial. Entao as palmas só a deixaram mais corada do que já estava.

Observou muito curiosa as poçoes do armário e se encantou com o jeito sapeca dele, ao falar sobre elas, e mais ainda quando lhe ofereceu poçao polissuco. Sempre fora curiosa sobre tudo e nao perderia aquela oportunidade por nada. Prendeu o folego e tomou de um só gole.

Foi quase um bate e volta, porque mal a poçao chegou no estomago e já estava pronta para por tudo para fora. O gosto era horrivel, uma mistura de barro e lixo, o cheiro era pior ainda. Levou a mao a boca para nao vomitar e sentiu o suor correr por seu corpo e direçao contrária a naúsea violenta que a acometeu. Dobrou o corpo sobre si mesmo e quase derrubou o frasco no chao. Fechou os olhos com força tentando assim evitar a tontura que sentia.

O corpo todo formigou e começou a se distender. Sentia se esticando e crescendo, o uniforme ficando absurdamente apertado e os botoes saltando um a um. Pelo menos nao usava nada por baixo, o que facilitou um pouco.

Abriu os olhos e o mundo saiu do foco. Nao conseguia enxergar direito. Apanhou uma toalha na maca próxima e enrolou na cintura, já que o uniforme estava aberto.Mas se recusou a olhar para baixo e passou as maos o mais proximo possivel da cintura. Por essa ela nao esperava.

- Poderia me emprestar seus óculos? - estranhamente a voz de Deacon soou aos seus ouvidos e rapidamente olhou para ele, para ela, para a pessoa que estava a sua frente, demorou a perceber que ela mesma havia falado aquilo. Também era entranho passar a lingua por outros dentes que nao os seus. Os lábios ainda eram macios, mesmo nao sendo os que estava acostumada e levou a mao até eles involuntariamente.

- Nossa, preciso urgente dar um corte novo a esse cabelo - e pegando a sua mao, na pessoa do curandeiro, o fez levantar e rodar, para ver a si mesma por inteiro. - e esse traseiro esta um pouco fora de forma - pensou criticamente. O toque dos dedos dele na mao dela, foi gostoso. Ela era macia e delicada e sentiu os dedos do curandeiros como sendo fortes e ágeis. Olhou momentaneamente para as maos. Maos habilidosas. Delas vinham grande parte do sucesso dele com seus pacientes.

Aquilo realmente era uma experiencia única. Ficou euforica e nao se contendo, abraçou o curandeiro para agradecer. O corpo delicado agora dele, ficou tao pequeninho perto do agora dela. E uma sensaçao de vontade de proteger tomou conta.

- Entao é assim que voce me ve? - Olhava atentamente para Deacon na frente dela, agora como Marina. As roupas grandes e folgadas ficavam estranhas. - Podemos trocar de roupa? Quanto tempo dura isso? - as ideias mais incidiosas passavam por sua cabeça naquele momento, e ao olhar para si outra vez arrepiou. Assim seria ver a irma, se ela ainda estivesse entre eles. Lagrimas vieram aos seus olhos.



Última edição por Marina Angela em Qui Jul 23, 2009 7:47 pm, editado 1 vez(es)


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18 Re: Enfermaria em Qui Jul 23, 2009 4:03 pm

Kaileena Harumo

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Professora de Hogwarts
Professora de Hogwarts
Kaileena começava a ficar ofegante quando finalmente invadiu a enfermaria de uma só vez. Ela poderia ter usado de magia para carregar o garoto ajudá-lo, mas seu estado atual não lhe permitia isso. Ela o carregava forçosamente quando entrou.

-Eu preciso de ajuda aqui. Encontrei ele caído na orla da floresta, ele esta muito ferido.

A professora ofegava suja com o sangue do menino e com expressão cansada o colocando na cama e cambaleando quase caindo de exaustão.

19 Re: Enfermaria em Qui Jul 23, 2009 7:56 pm

Dr. Isaac Deacon

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NPC
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Deacon tomou a poção polissuco. O gosto da poção era ruim, parecia... Flor de lótus? E a sensação do líquido era a mesma do vinho seco. O paladar de Deacon era muito apurado e ele não se lembrava de um gosto parecido com qualquer polissuco que ele tomara, o gosto de Marina era único. Ele retirou seu óculos, pois já sabia que a garota tinha uma visão perfeita.

Sua pele começou a derreter como se fosse cera quente, ele sentiu as células do corpo diminuirem. O impacto da transformação não era tão sensitivo para Deacon, que já havia se transformado tantas vezes, enquanto que para Marina, a experiência era única. Ele observou seu próprio corpo e achou estranho ver a si mesmo sobre outro âgulo, ainda mais enquanto ele próprio vestia roupas tão compridas. Sim, suas roupas ficaram enormes - Angie era pequena e delicada como uma rosa.

Pensamentos alheios passaram por sua mente quando Angie o abraçou: então era assim que ela se sentia quando ele a abraçava? Mas Deacon sentiu um pouco de nojo: Não abraçaria um cara daquele jeito, nunca em sua vida! Apesar de estar no corpo de Marina, Deacon ainda tinha a mentalidade masculina e se afastou rapidamente da garota transformada em homem. Ele ri quando Marina o girou, pensou que a garota queria conferir se a poção tinha transformado completamente, e de fato havia transformado.

Ele ri, entregando para ela os óculos, uma voz feminina e infantil sai de sua boca, ele acha um pouquinho esquisito, mas desejou secretamente falar algumas coisas para ele mesmo ouvir, coisas que ele gostaria tanto de ouvir na voz de Marina... Neste momento, ele quase se arrependeu de ter feito aquilo e, no momento seguinte, efetivamente se arrependeu.

No mesmo instante em que Marina disse para que eles se trocassem, o sangue de Deacon, que já estava fervendo de tensão por estar no corpo de sua aluna favorita, pingou de seu nariz. Ele sente o gosto salgado do sangue de Marina em sua boca e arrepia-se completamente. Nunca havia estudado isso, mas o sangue que corria ali seria dele ou de Marina? E se fosse o de Marina... Quanto tempo, ela perguntava? Uma hora - pensou o doutor.

Após o momento "nerd", Deacon volta "à vida" e leva a mão ao nariz, indo correndo para o banheiro, não teve tempo de ver a expressão triste no rosto da menina - ou em seu próprio rosto, que seja.

- Vista aquele jaleco meu ali - disse, de dentro do banheiro, a porta aberta, e Marina encontrou um jaleco completo dependurado atrás da porta de entrada da enfermaria. Não precisava se trocar por completo, pois usava uma calça larga e com elástico.

Então, depois de se acostumarem um pouco, Deacon começa uma aula para Marina. A voz da garota ecoou pela enfermaria vazia, entoada por Deacon, que estava assentado em sua escrivaninha enquanto cedeu sua cadeira gentilmente à garota.

- Bom, Angie, eu conseguiria lhe dizer essa receita completa apenas por tocar a poção em minha boca. E você? Conseguiria me informar os ingredientes? O paladar apurado é tão ou mais importante do que um olfato apurado para um pocionista. Claro, há magias para se descobrir o que uma poção tem, mas eu, particularmente, gosto de experimentar a poção para ter certeza absoluta do que se trata. A Magia é bem mais falha do que um paladar apurado bem treinado... Sabe, na verdade eu...

Neste momento, Kaileena Harumo irrompe pela porta.

Deacon, por ser funcionário, se levantou rapidamente da mesa em que estava assentado, dando um salto, e se desequilibrou um pouco devido ao susto e à falta de costume com a baixa estatura.

- Professora Harumo!! O que Houve? - disse Deacon, com a voz de Marina, andando, a barra da calça encobrindo seus calcanhares, na direção da professora e do garoto, que já estava na maca. - POR MERLIN! - diz o curandeiro, olhando o estado do garoto.

OFF
Por favor, descreva o estado dele?

20 Re: Enfermaria em Sex Jul 24, 2009 12:34 am

Kaileena Harumo

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Professora de Hogwarts
Professora de Hogwarts
A mão da professora apertava a maca onde ela havia deitado Sibytus. A um primeiro olhar o menino tinha um profundo corte na face do qual só não perdeu mais sangue por Kaileena te-lo encontrado e cuidado em parte do ferimento que ela já sabia não teria como se deixar sem cicatrizes, ela só não sabia explicar porque daquilo ainda. O garoto também tinha vários hematoma pelo corpo e as mascas das cordas que o pendiam, o corpo doía e o braço estava roxo e cheio de furos de agulha. Ele sentia muita dor e gemia baixinho enquanto a visão turva começava a dar-lhe sinais das luzes da enfermaria e a lucidez lhe retornar.

Kaileena tentava limpar um pouco mais o ferimento do rosto mantendo a contenção do sangue usando magia. Sua varinha brilhava fraca como se refletindo o estado de exaustão da professora. Quando ela ouviu a voz de Marina, mesmo em seu desespero ela notou algo diferente. Mari nunca a chamava pelo sobrenome e aquelas roupas eram estranhas.

-Porque esta com essas roupas, você nunca me chama de Harumo Mari! Ah deixa pra la.- Kai segurou-se na mesa quase caindo e sua voz saia fraca.- encontrei ele na orla da floresta a pouco, ele estava sangrando muito pelo corte do rosto, não consegui conter o sangramento com feitiços como era esperado deles. Parece que o ferimento foi feito com alguma magia, algo de muito ruim.

Ela falava tentando se manter de pé.

21 Re: Enfermaria em Dom Jul 26, 2009 11:54 am

Marina Angela

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Mal tinha vestido a roupa indicada por Isaac e ainda olhava para si mesma no espelho da parede, quando a Kai entrou afobada na enfermaria. Carregava um corpo no minimo três vezes mais pesado do que ela. O sangue escorria pelo rosto do rapaz.A oriental era realmente uma guerreira muito forte. No entanto ela não devia fazer tanto esforço, afinal há pouco tempo passara por um parto e o risco de hemorragia ainda existia.

A confusão que seu cérebro se encontrava, foi responsável por demorar alguns segundos até se dar conta de quem era a vítima.

- Sibytus - o grito sai de sua boca antes que ela pudesse se dar conta do estranho que era o som na voz de Deacon. Sentiu dificuldade ao se mover com aquele corpo tão grande. Sem contar que havia um volume extra que dificultava os seus passos. Roupas soltas realmente não eram uma boa idéia.

- Marina, venha me ajudar - gritou enquanto se dirigia a maca que a professora já havia depositado o aluno. Um nó se formou na sua garganta. Queria tomar seu amor nos braços, certificar-se que ficaria bem. Cobri-lo de beijos e segurar sua mão. Precisava pensar rápido. Conhecia os procedimentos de rotina, como verificar os sinais vitais, mas tinha uma dúvida: a sua varinha iria reagir ao comando da mão de Isaac?

- Professora Harumo, o que aconteceu??? - mas mal ouvio a resposta tamanho era o tumulto em sua cabeça- Evanesco - falou impulsivamente apontando a varinha para o ferimento, e o sangue parcialmente coagulado que cobria o rosto do rapaz foi sumindo, ao menos sua varinha obedecia seu comando. Mas isso pareceu enfraquecer o rapaz mais ainda. Olhou desesperada para Isaac na pele de Marina. Afinal alguns tipos de feitiço exauriam as forças mágicas da vítima, e o uso de magia nela apenas piorava o quadro.

- Marina, execute o diagnostico básico que te ensinei enquanto busco alguns equipamentos trouxas lá atras - esperava que Isaac compreendesse a deixa para agir conforme necessário. Felizmente ela havia visto varios equipamentos como estetoscópios e aparelhos de pressão, assim como bandagens e antissépticos, em um armário perto do banheiro. Por que ele guardava aquilo em uma escola mágica não fazia idéia, mas agradecia a Merlin, aquilo tudo estar ali.

Evitou olhar para Kai, porque ela poderia ler o desespero em seus olhos. Nunca havia sido tão exigida. Não poderia denunciar o que ela e Isaac tinha feito. Logo a poção teria seu efeito terminado. Esperava que não fosse agora ou estariam complicados. Por outro lado não estava suportando segurar as lágrimas ao ver Siby naquele estado. O ódio que sentia dentro de si era tão grande, que um
Avadra seria pouco se encontrasse quem fez aquilo.

Requintes de maldade seriam mais satisfatórios. Colocar pequenas, afiadissimas farpas de madeira sob as unhas do vingador, lentamente enquando encarava seus olhos, seria delicioso. Delicados cortes feitos com folha de papel. Sutil. Apenas para cobri-los com um spray de álcool. Pensar nisso a reconfortava um pouco. Se afastou em busca do material rezando que ali também houvessem alguns fios cirurgicos, do tipo adequado a cirurgias plásticas. O osso da mandibula aparecia por entre o corte.


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22 Re: Enfermaria em Dom Jul 26, 2009 6:57 pm

Dr. Isaac Deacon

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Isaac, transformado em Marina, não parecia mais tão assustado, e entendeu completamente o que ela queria fazer. Ignorou a pergunta de Kai, pedindo que a mesma aguardasse lá fora enquanto ele trabalhasse.

- Por favor, hum... Kaileena... Espere lá fora, por favor... Episkei! - disse ele, apontando sua varinha para a professora, tentando não deixar que ela não a visse. Com perfeição, os cortes superficiais da professora sumiram, e Deacon perguntou-se mentalmente o que a professora estaria fazendo naquela hora na orla da floresta proibida e... Ela parecia tão cansada!

Deacon empurra a maca para trás de um biombo, para que a professora não o visse, e ele ia curando os ferimentos de Sibytus aos poucos.

"Dessa vez foi um exagero com meus sonserinos..." - pensou, irritado.

Aos poucos, as feridas mais superficiais de Sibytus foram cicatrizando, Deacon inseriu chocolate no estômago de Sibytus para que ele acordasse e, quando Marina voltou com os curativos trouxas, simplesmente disse:

- É para isso que eu sempre tenho curativos comuns na enfermaria... Para as feridas permanentes, que não se curam com magia, e sim com o tempo... - disse ele, e viu o seu próprio rosto preocupado... Marina estava preocupada com o namorado. Quando terminou de enfaixá-lo, o efeito da poção polissuco começou a se desfazer, e ele voltou a ser ele mesmo novamente... E fez um rosto ruim ao dizer as seguintes palavras para sua garota - Pode ficar com ele, Angie... Ele está bem, apesar de que... Ficará com uma cicatriz, permanente... Com licença...

Ele estava feliz em ter sua voz de volta, e foi checar lá na sala de espera se Kaileena ainda estava lá, ou se já teria descido para seus aposentos.

OFF

Siby pode acordar se quiser. Já passa da meia-noite.

23 Re: Enfermaria em Dom Jul 26, 2009 10:46 pm

Sibytus Stravius

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Sibytus que ate então estava desacordado, abre os olhos lentamente, se acostumando com a pouca claridade que havia no local pois aparentemente ja estava de noite, e as luzes estavam apagadas, ficou feliz que a primeira coisa que viu quando acordou foi Marina, ela estava la do seu lado olhando preocupada para ele...

tentou falar, mas o lado direito do seu rosto ainda ardia um pouco dificultando a sua fala

-Mari! pelo visto estou na enfermaria, que bom que voce esta aqui!

ele tentou sorrir, mas a dor no seu lado direito recem cicatrizada nao permitia muito, entao ele pegou a garota pela cintura fez com que se ela abaixe e deu um leve beijo em seus labios, isso ele conseguiu fazer a cicatriz nao afetou em nada...

-Nunca se afaste de mim

Falou o garoto, agora se ageitando na cama para ficar mais confortavel e olhar para a sua amada ali a sua frente.

24 Re: Enfermaria em Seg Jul 27, 2009 12:24 am

Marina Angela

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Ficou feliz com as providências tomadas por Isaac, afastando Kaileena. Não gostava de ter que mentir para a mestra e amiga, mas era por uma boa causa. Logo estava de volta e o ajudava a tratar do rapaz, observando o que, e como ele fazia. Só se deu conta que o poção perdera seu efeito quando ao se mover, a calça caiu da cintura, ficando coberta pelo jaleco. Apenas amarrou a roupa mais forte com o cinto e ali ficou.

O coração na boca, o cérebro a mil, e o desejo que ele ficasse bom a ajudava a segurar as lágrimas.

Assim que o curandeiro virou as costas - ela sentira um tom amargurado na sua voz quando a mandou confortar o rapaz? - jogou-se sobre o paciente, trazendo-o para mais perto de si e o acariciou o rosto suavemente, sentindo ainda a magia que vinha do ferimento.

Vê-lo abrir os olhos foi a redenção de todo sofrimento por que passava e ouvir sua voz foi como encontrar uma melodia dentre as batidas descompassadas do seu jovem coração.

- Amor, você está bem??? - não pode evitar de corar ao sentir-se puxar e receber um beijo dele.

-Nunca se afaste de mim

Iisso ela tinha certeza que não queria. Ficar ao lado dele a tornava mais forte e protegida. Precisava muito dele, da sua companhia e do seu afeto. Demonstrou com um abraço forte e sussurrou no seu ouvido - Te amo demais para poder viver longe de ti - Mas apesar disso tudo , raiva corria em suas veias.

-Amor - e selou mais uma vez os lábios dele - quer me contar como isso aconteceu???


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25 Re: Enfermaria em Ter Jul 28, 2009 10:47 pm

Sibytus Stravius

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Professor de Hogwarts
Professor de Hogwarts
Sibytus estava deliz com a presença de Marina, mas ele precisava descançar.

-Amor, estou feliz que esteja aqui, mas eu preciso descançar, meu rosto ainda doi um pouco,e não irei contar pravoce o que aconteceu, não aqui, esse lugar nao e seguro, as paredes escutam...

Sibytus da mais um beijo em Marina e espera que ela entenda ele...

Logo apos fecha osolhos e poe-sea dormir.

26 Re: Enfermaria em Ter Jul 28, 2009 11:09 pm

Marina Angela

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- Você precisa descançar amor, desculpa tocar neste assunto. - Os olhos deles pesavam e ela via que ele se esforçava para ficar acordado. Finalmente a poção do sono sem sonhos estava começando a fazer efeito.

Vendo-o adormecer, ajeitou as cobertas em volta dele, e afastando os cabelos do rosto, prendeu-os dentro de uma toca do tipo usado em cirurgias. O que ele não precisava era de fios de cabelo contaminando o corte. Beijou sua testa, e diminuiu a iluminação do lugar. Puxou o biombo garantindo a sua privacidade e saiu de leve.

Estava ficando tarde, começou a limpar os materiais usados enquanto Deacon conversa com Kaileena mais afastado.


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27 Re: Enfermaria em Ter Jul 28, 2009 11:29 pm

Shinta Takeku

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Shinta já estava tenso e preocupado com toda aquela agitação que havia visto no colégio, especialmente porque ficara sabendo que sua mulher estava envolvida e que estava indo para a enfermaria. Assim, rapidamente correu até lá, extremamente preocupado. No caminho, no entanto, do jeito que era desajeitado, atropelou acidentalmente dois alunos e ainda tropeçou em uma mesinha, algo que culminou com ele dando uma bela topada em um dos pés da mesinha e que lhe causou uma grande dor, fazendo-o gritar ali mesmo. No entanto, ele não parou e continuou correndo.

Ao menos, havia assegurado-se de deixar Ayumi com Aya.

Chegando na enfermaria, notou logo sua mulher que estava ensanguentada e parecia fraca, o que fez o oriental arregalar os olhos e imediatamente correr até ela, segurando-a pelos braços, o tom de sua voz tão ou mais preocupado que o olhar.

- Kaileena!!! Meu amor, o que houve com você???

28 Re: Enfermaria em Ter Jul 28, 2009 11:59 pm

Kaileena Harumo

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Professora de Hogwarts
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Kaileena cuidava do menino do jeito que podia, mas no momento em que foi pedido que ela fosse esperar ela quase não o fez. Queria noticias não sairia dali, ainda mais fraca como estava. Precisava do marido para ajudá-la precisava descansar depois do esforço que fizera. A professora caminhava devagar se sentindo tonta, com a varinha em mão e ainda toda suja de sangue. Nunca se sentiu daquele jeito, nunca ficou fraca assim. Ela caiu sentada em uma das cadeiras da enfermaria levemente ofegante.

Ela havia tido sua filhinha a muito pouco tempo e exagerara na força de carregar o garoto nos braços mas definitivamente não podia fazer isso com uso de magia. Estava fraca foi pega de surpresa pelo garoto ferido em meio a orla da floresta, seus planos haviam sido frustrados e ela de cabeça baixa odiava aquilo.

Foi então que ela ouviu o rompante vindo da porta de entrada da enfermaria e se levantou. Esse movimento a fez ficar tonta e so não caiu porque foi amparada por Shinta. Aquela situação tinha de mudar ou ela não agüentaria segurar mais e definharia. Ela levantou então os olhos abraçando e buscando apoio no marido recostando a cabeça no ombro dele.

-Eu to bem meu chibi. Eu achei um aluno na floresta, ele foi atacado... Cadê a Ayumi, ela ta com a Aya ne?

Nesse momento Kai viu o curandeiro sair de trás do biombo e tentou seguir ate ele mas cambaleou novamente se segurando no esposo.

- Como ele está, conseguiu curar o ferimento?

29 Re: Enfermaria em Sab Ago 01, 2009 10:42 am

Dr. Isaac Deacon

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Assim que Deacon terminou de tratar o garoto, chegou à ala da enfermaria e viu Shinta juntamente com Kaileena. Já era meia noite, os dois estavam se ajudando, então, vendo o estado de cansaço de Kaileena, Deacon não fez mais perguntas: A função dele era tratar e curar pessoas... Mesmo que elas parecessem suspeitas.

Ele vai até seu armarinho e pega um frasco tampado com uma poção verde dentro - era a Poção Wiggenweld, que aumenta o vigor da pessoa. Ele abre o frasco e despeja um pouco em um outro frasco, para dar à Kaileena.

Ele chega perto dos dois e cumprimenta Shinta.

- Desculpe, eu não queria fazer perguntas, mas... O que houve com a professora Harumo? - ele tentava mostrar calma, toca o queixo da professora, levantando-o, colocando o frasco com a poção verde na boca. - É Wiggenweld... - informou.

30 Re: Enfermaria em Qui Ago 06, 2009 9:49 pm

Shinta Takeku

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- Sim, está com Aya... Céus, quem foi atacado? E quem atacou?

Falava o afobado japonês, já um pouco mais calmo, porém ainda preocupado com a esposa. O enfermeiro então se aproximava com a poção Wiggenweld, e esperava que a esposa tomasse a poção enquanto lhe respondia.

- Os quadros me disseram que Kaileena estava aqui. Não sei o que houve, apenas fiquei sabendo que ela estava sangrando e a caminho da enfermaria e vim correndo...

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