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Hino a Pã

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31072009

Hino a Pã

Ctaaciug Xyeetnuut

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Professor de Hogwarts
Professor de Hogwarts
Hoje foi um dia produtivo, consegui aliados para minha busca, pelos artefatos que aqui jazem dentro dos místicos muros desta escola e de suas proximidades, e enquanto me dedico ao reino, ao material, o que vai ser interessante por um tempo, só posso dizer que uma nova jornada se inicia.

E estou empolgado, por ela.

-E como toda jornada de grande relevância, pois parece ser o caso, é sempre mais auspiciosa quando principiada por um hino.

Então a um hino, o Hino a Pã, o hino recitado nas tentativas do homem de chegar a Lua na tradução de um dos grande poetas bruxos de um grande país tropical.

Da tradução de Fernando Pessoa.

Hino a Pã.

Vibra do cio sutil da luz,
Meu homem e afã
Vem turbulento da noite a flux
De Pã! Iô Pã! Iô Pã! Iô Pã!
Do mar de além
Vem da Sicília e da Arcádia vem!
Vem como Baco, com fauno e fera
E ninfa e sátiro à tua beira,
Num asno lácteo, do mar sem fim,
A mim, a mim!

Vem com Apolo, nupcial na brisa
(Pegureira e pitonisa),
Vem com Artêmis, leve e estranha,
E a coxa branca, Deus lindo, banha
Ao luar do bosque, em marmóreo monte,
Manhã malhada da àmbrea fonte!

Mergulha o roxo da prece ardente
No ádito rubro, no laço quente,
A alma que aterra em olhos de azul
O ver errar teu capricho exul
No bosque enredo, nos nás que espalma
A árvore viva que é espírito e alma
E corpo e mente - do mar sem fim

(Iô Pã! Iô Pã!),
Diabo ou deus, vem a mim, a mim!
Meu homem e afã!
Vem com trombeta estridente e fina
Pela colina!
Vem com tambor a rufar a beira
Da primavera!
Com flautas e avenas vem sem conto!
Não estou eu pronto?

Eu, que espero e me estorço e luto
Com ar sem ramos onde não nutro
Meu corpo, laço do abraço em vão,
Áspide aguda, forte leão -
Vem, está vazia
Minha carne, fria
Do cio sozinho da demonia.
À espada corta o que ata e dói,
Ó Tudo-Cria, Tudo-Destrói!
Dá-me o sinal do Olho Aberto,
E da coxa áspera, o toque,
Ó Pã! Iô Pã!Iô Pã! Iô Pã Pã! Pã Pã! Pã.,

Sou homem e afã:
Faze o teu querer sem vontade vã,
Deus grande! Meu Pã!
Iô Pã! Iô Pã! Despertei na dobra
Do aperto da cobra.
A águia rasga com garra e fauce;
Os deuses vão-se;
As feras vêm. Iô Pã! A matado,
Vou no corno levado
Do Unicornado.

Sou Pã! Iô Pã! Iô Pã Pã! Pã!
Sou teu, teu homem e teu afã,
Cabra das tuas, ouro, deus, clara
Carne em teu osso, flor na tua vara.
Com patas de aço os rochedos roço
De solstício severo a equinócio.
E raivo, e rasgo, e roussando fremo,
Sempiterno, mundo sem termo,
Homem, homúnculo, ménade, afã,
Na força de Pã.
Iô Pã! Iô Pã Pã! Pã!

Off: Para os conhecedores notarão que tem uma parte censurada, que faz referência a uma simbologia de alta magia, e também saberão o motivo da censura. Wink

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